Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Milena Teixeira

Secretário de Justiça sobre ação da PF contra Jaques: “Pirotecnia”

Secretário de Justiça da Bahia, Felipe Freitas defendeu a apuração de possíveis irregularidades na condução da operação

19/06/2026 08:25, atualizado 19/06/2026 08:28
Compartilhar notícia
Secretário de Justiça sobre ação da PF contra Jaques: “Pirotecnia”
Secretário de Justiça sobre ação da PF contra Jaques: “Pirotecnia”

O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, criticou a ação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), na quinta-feira (18/6).

À coluna, Freitas afirmou que a Polícia Federal recorreu à “pirotecnia” durante a operação, ao determinar o arrombamento da residência do parlamentar.

Secretário de Justiça sobre ação da PF contra Jaques: “Pirotecnia” - destaque galeria
4 imagens
Senador Jaques Wagner tem dito que governo tem "outras prioridades"
Senador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF
Senador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF
Secretário de Justiça sobre ação da PF contra Jaques: “Pirotecnia” - imagem 1
1 de 4

Senador Jaques Wagner tem dito que governo tem "outras prioridades"
2 de 4

Senador Jaques Wagner tem dito que governo tem "outras prioridades"

Daniel Ferreira/Metrópoles
Senador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF
3 de 4

Senador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Senador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF
4 de 4

Senador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
“Toda investigação é bem-vinda. A apuração sobre o escândalo do Master é, inclusive, uma demanda nossa, do PT, a fim de conferir transparência ao sistema bancário nacional. Contudo, tal objetivo não pode ser alcançado por meio de pirotecnia. Preocupa-me que a Polícia Federal tenha descumprido a determinação do ministro do STF e, em vez de agir com a discrição e o profissionalismo exigidos, tenha optado por uma ação histriônica”, afirmou.

Segundo o secretário, “o arrombamento da residência do senador e o vazamento cinematográfico de imagens da operação contrariam frontalmente os protocolos policiais, a lei e a própria ordem judicial, que enfatizou expressamente a necessidade de observância aos princípios da legalidade e da cautela”.

Freitas, que é aliado de Jaques Wagner,  também defendeu a apuração de possíveis irregularidades na condução da operação.

“Espero que a direção da Polícia Federal e o Ministério da Justiça assegurem a continuidade das investigações com o devido respeito ao ordenamento jurídico e à Constituição Federal, e que apurem as irregularidades ocorridas”, declarou.

Entenda a ação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18/6), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. Entre os principais alvos, estavam o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.7

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal.

Além das buscas, foram autorizadas medidas cautelares diversas da prisão, como suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados.

As suspeitas envolvendo Jaques Wagner surgiram a partir da análise de mensagens extraídas do celular de Augusto Lima. Os investigadores tentam esclarecer se o senador teria atuado em favor de pautas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional, entre elas uma proposta que ampliava o crédito consignado e outra medida conhecida nos bastidores como “Emenda Master”.