Veja imagens de apartamento atribuído a Jaques Wagner no caso Master
Imóvel de luxo em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, é citado em investigação da PF sobre supostas vantagens ligadas ao Master

O apartamento de alto padrão que, segundo a Polícia Federal (PF), teria sido destinado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) como suposta vantagem indevida pela atuação dele a favor do Banco Master, no Congresso Nacional, fica no empreendimento de luxo Poème Horto, em Salvador (BA).
O imóvel, avaliado em aproximadamente R$ 2,45 milhões, é um dos elementos centrais da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18/6).
As imagens do empreendimento mostram uma torre residencial de alto padrão localizada no bairro do Horto Florestal, uma das áreas mais valorizadas da capital baiana.
Confira:
O condomínio conta com 36 pavimentos, apenas duas unidades por andar, área de lazer completa e infraestrutura voltada para segurança, conveniência e bem-estar.
Segundo a investigação da PF, o apartamento atribuído a Jaques Wagner fica no 17º andar do edifício e possui cerca de 203 metros quadrados de área privativa, distribuídos em quatro suítes. O empreendimento ainda está em construção.
Suspeita de propina
A PF apura se o imóvel foi utilizado como vantagem indevida em favor do parlamentar. A suspeita é que a unidade tenha sido adquirida por estruturas ligadas ao grupo investigado em torno do Banco Master, com a participação do empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.
Em entrevista à BandNews nesta quinta, Jaques Wagner negou irregularidades e afirmou que pretendia comprar o imóvel para a filha. Segundo ele, a ideia era que Augusto Lima adquirisse temporariamente a unidade até que a família tivesse condições de efetuar a compra.
“Eu tinha interesse em dar o apartamento ou ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Augusto Lima era um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar’”, declarou.
De acordo com a decisão que autorizou a operação, mensagens encontradas pelos investigadores indicam que Wagner teria solicitado a Augusto Lima informações sobre o imóvel. Em um dos diálogos citados pela PF, o senador pede dados necessários para a elaboração de documentos relacionados ao apartamento.
Após o pedido, segundo a PF, Augusto Lima teria acionado interlocutores ligados ao grupo econômico investigado para viabilizar a compra do imóvel.
A corporação sustenta que a aquisição acabou sendo formalizada pela empresa Epítome S.A., representada por Luiz Antônio Lombardi, com recursos provenientes de estruturas financeiras vinculadas ao grupo sob investigação.
Relação com o Banco Master
A investigação cita trocas frequentes de mensagens entre o senador e Augusto Lima sobre temas, como a chamada “Emenda Master”, alterações na legislação do crédito consignado, requerimentos apresentados no Senado, a CPI do Banco Master e a operação de venda da instituição financeira ao BRB.
Segundo a PF, o fluxo constante de informações entre os dois sugere uma relação voltada a interesses específicos do banco, e não apenas uma amizade pessoal.

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