Não sou réu nem fui denunciado, diz Jaques Wagner após operação da PF
PF aponta que Jaques Wagner atuou em favor dos interesses do Banco Master. O senador foi alvo de operação da corporação

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse, nesta quinta-feira (18/6), que não é réu e nem foi formalmente denunciado por envolvimento com o caso do Banco Master. O senador baiano, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal, disse que está à disposição das autoridades e acompanha os desdobramentos “com tranquilidade”.
Agentes da PF estiveram em endereços ligados ao senador em Salvador e em Brasília, na manhã desta quinta. Durante a operação, foram apreendidos US$ 55 mil e 33 mil euros em espécie — cerca de R$ 481 mil. Jaques disse que os recursos são frutos de diárias que recebeu do Senado para viagens oficiais.
“O montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá”, diz em nota.
Segundo a corporação, Jaques Wagner atuou a favor dos interesses do Banco Master no Senado e, em troca, teria recebido propina, incluindo um apartamento de luxo.
Mais cedo, em entrevista à Band, Jaques Wagner disse que pediu ao ex-sócio do Master, Augusto Lima, para que compre o apartamento com a intenção de adquiri-lo posteriormente para a filha, transação que não teria se concretizado.
“Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira”, disse nota da assessoria de imprensa do senador.
O senador é líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado. No cargo, fica à frente das articulações do governo, mas tem uma relação estremecida com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), desde 2025.
Confira a íntegra da nota
O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.
Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.
Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá.
Relação com Vorcaro
Mais cedo, Jaques Wagner disse que a relação dele com Daniel Vorcaro, do Banco Master, é “praticamente zero”. O petista disse que esteve com o dono do Master apenas duas vezes, sempre tendo como intermediário Augusto Lima, ex-sócio do Master e quem Jaques se referiu como “Guga”.
Em um desses encontros, inclusive, disse que apresentou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, antes dele ir para o Ministério da Justiça.
“Minha relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero. Nunca tive maiores entendimentos com o Daniel. O entendimento foi na venda do Credcesta, o Augusto Lima comprou a rede de supermercados junto com um fundo espanhol. Depois, ele procurou um banco para ter fluxo de caixa e empréstimos. É ali que entra o Banco Máxima e depois o Master”, disse.

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