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Ministros do TSE tentam evitar que crise do STF contamine a Corte

Durante sessão na terça-feira, ministros evitaram falar sobre crise que envolve o STF; preocupação é preservar a Corte diante da proximidade

02/09/2026 19:13, atualizado 02/09/2026 19:14
SEAUD/PR
Ministros do TSE tentam evitar que crise do STF contamine a Corte

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral têm buscado evitar que a crise que atualmente atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) contamine os trabalhos da Justiça Eleitoral.

Segundo apurou a coluna, durante a sessão do plenário realizada na tarde de terça-feira (2/9), justamente no dia em que o episódio ganhou maior repercussão, os ministros optaram por não comentar o assunto relacionado ao STF.

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Igo Estrela/Metrópoles
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Moraes e Mendonça discitura em 2025 sobre quebra de sigilos telemáticos

Reprodução / STF

A avaliação entre os ministros é de que o TSE deve manter distância da crise que envolve o Supremo e preservar a normalidade dos trabalhos da Corte, especialmente diante da proximidade das eleições e da necessidade de garantir estabilidade no processo eleitoral.

Atualmente, três ministros do STF integram o TSE como titulares: Kassio Nunes Marques, que preside a Corte Eleitoral; André Mendonça, vice-presidente; e Dias Toffoli.

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O TSE também conta com ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e representantes da classe dos juristas. Integram a Corte, entre outros, Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto e Estela Aranha.

Segundo interlocutores, a orientação é evitar que a crise institucional no Supremo seja incorporada à agenda do TSE. A estratégia é preservar a independência da Justiça Eleitoral e impedir que as disputas envolvendo ministros do STF contaminem o ambiente da Corte às vésperas das eleições.

A crise no STF

A crise no Supremo Tribunal Federal ganhou força após a divulgação de relatório da Polícia Federal contendo mensagens, registros de encontros e outros elementos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes.

O material, divulgado por determinação do ministro André Mendonça, trouxe novos questionamentos sobre a relação entre Moraes e Vorcaro, além de levantar discussões sobre possíveis contatos do banqueiro com o ministro durante o período em que era alvo de investigações que posteriormente resultaram em sua prisão.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, os ministros chegaram a bater boca na Corte.