
Milena TeixeiraColunas

Ministro de Lula na mira por “chá de sumiço” na derrota de Messias
Ministro da Justiça é criticado nos bastidores por atuação tímida na articulação pela aprovação de Messias ao STF após derrota no Senado
atualizado
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Os ânimos estão exaltados no governo Lula após a derrota do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, no Senado Federal.
Além da caça às bruxas em torno dos partidos que supostamente teriam traído a gestão petista, ministros de pastas importantes passaram a ser alvo de críticas internas.
Um deles é o chefe da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, que vem sendo criticado nos bastidores por colegas de governo devido a uma atuação considerada tímida na articulação pela aprovação de Messias.
A avaliação interna é de que Wellington, por chefiar a pasta da Justiça, poderia ter desempenhado um papel mais ativo, inclusive no pós-derrota do indicado de Lula.
Para essas fontes, o ministro, que mantém boa relação com integrantes do STF, poderia ter ampliado as articulações para reduzir resistências a Messias.
Na visão desses interlocutores, como jurista, ele também poderia ter contribuído na preparação de argumentos para enfrentar o debate com os senadores.
Outro ponto citado é que o ministro poderia ter prestado solidariedade pública a Messias, reforçado seu nome durante a sabatina, falado em nome do governo e adotado um discurso mais firme.
Os críticos do ministro chegam a compará-lo, por exemplo, a ex-ocupantes da pasta, como Flávio Dino e Ricardo Lewandowski.
Integrantes do governo relembram ainda que Messias foi um dos fiadores da entrada de Dias no governo e, por isso, avaliam que o ministro poderia ter contribuído mais na articulação.
Como mostrou a coluna, além de Messias, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também teve papel relevante na indicação de Wellington à pasta.
Messias e Wellington chegaram a participar de um churrasco na Praia do Forte (BA) um dia antes de Lula formalizar o convite ao jurista.






