Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Milena Teixeira

Erika Hilton acusa deputada que fez blackface de dar golpe na Justiça

Deputada da Alesp que fez blackface usou verba de cota racial; para Erika Hilton, a parlamentar deu "golpe" na Justiça

20/03/2026 17:51, atualizado 20/03/2026 17:53
Compartilhar notícia
Reprodução Alesp
mpf deputada fabiana bolsonaro denúncia

A deputada Erika Hilton (PSol-SP) afirmou à coluna que, além de praticar racismo, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) também cometeu crime contra a Justiça Eleitoral.

Aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fabiana se envolveu em um episódio de blackface  durante sessão de quarta-feira (18/3) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Erika Hilton acusa deputada que fez blackface de dar golpe na Justiça - destaque galeria
6 imagens
Deputada Erika Hilton (PSol-SP)
Fabiana Bolsonaro
Dados de Fabiana Bolsonaro ao TSE
Dados de Fabiana Bolsonaro ao TSE
Fabiana Bolsonar (PL) faz blackface
Deputada Erika Hilton
1 de 6

Deputada Erika Hilton

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Deputada Erika Hilton (PSol-SP)
2 de 6

Deputada Erika Hilton (PSol-SP)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Fabiana Bolsonaro
3 de 6

Fabiana Bolsonaro

Reprodução/Redes sociais
Dados de Fabiana Bolsonaro ao TSE
4 de 6

Dados de Fabiana Bolsonaro ao TSE

Reprodução/TSE
Dados de Fabiana Bolsonaro ao TSE
5 de 6

Dados de Fabiana Bolsonaro ao TSE

Reprodução/TSE
Fabiana Bolsonar (PL) faz blackface
6 de 6

Fabiana Bolsonar (PL) faz blackface

Reprodução Alesp

Fabiana, como o Metrópoles mostrou, concorreu nas eleições de 2022 se apresentando como parda. Ela recebeu R$ 1.593,03 em recursos da verba de cota racial.

À coluna, Érika disse que acionou a Justiça para apurar se a candidata teria ou não direito de usar a verba destinada a candidatas negras.

“Acionei a Justiça já na quarta porque a deputada, além de cometer racismo e transfobia, enganou a Justiça Eleitoral. Ela deu um golpe ao mentir para o órgão”, disse.

A defesa de Fabiana afirmou à coluna que o PL realizou o registro eleitoral da deputada. Segundo ele, as informações foram aprovadas pela Justiça Eleitoral em 2022, sem qualquer irregularidade.

O advogado também ressaltou que a parlamentar possui familiares negros.

“Como a própria deputada disse em seu discurso ontem (quarta), ela tem um avô negro e uma avó indígena. Portanto, ao se declarar parda, não há nenhuma ilegalidade”, declarou o advogado Alberto Rollo.

O que aconteceu?

A deputada estadual pintou o rosto e parte do corpo de marrom durante uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), nessa quarta-feira (18/3), para criticar a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, em Brasília.

“A gente viu agora essa semana, na comissão federal, lá em Brasília, que uma mulher trans, Erika Hilton, foi colocada como presidente da Comissão da Mulher. E isso me entristece muito. Não porque ela, uma trans, está como presidente, mas porque está tirando o espaço de fala de uma mulher”, disse.