Milena Teixeira

Erika Hilton acusa deputada que fez blackface de dar golpe na Justiça

Deputada da Alesp que fez blackface usou verba de cota racial; para Erika Hilton, a parlamentar deu “golpe” na Justiça

atualizado

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mpf deputada fabiana bolsonaro denúncia
1 de 1 mpf deputada fabiana bolsonaro denúncia - Foto: Reprodução Alesp

A deputada Erika Hilton (PSol-SP) afirmou à coluna que, além de praticar racismo, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) também cometeu crime contra a Justiça Eleitoral.

Aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fabiana se envolveu em um episódio de blackface  durante sessão de quarta-feira (18/3) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

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Deputada Erika Hilton criticou falas de Ratinho e disse ter tomado medidas judiciais contra o apresentador
Fabiana Bolsonaro
Dados de Fabiana Bolsonaro ao TSE
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Fabiana Bolsonar (PL) faz blackface
Erika Hilton diz que ameaças se intensificaram após eleição na Comissão da Mulher
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Erika Hilton diz que ameaças se intensificaram após eleição na Comissão da Mulher

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Deputada Erika Hilton criticou falas de Ratinho e disse ter tomado medidas judiciais contra o apresentador
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Deputada Erika Hilton criticou falas de Ratinho e disse ter tomado medidas judiciais contra o apresentador

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Fabiana Bolsonar (PL) faz blackface
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Fabiana Bolsonar (PL) faz blackface

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Fabiana, como o Metrópoles mostrou, concorreu nas eleições de 2022 se apresentando como parda. Ela recebeu R$ 1.593,03 em recursos da verba de cota racial.

À coluna, Érika disse que acionou a Justiça para apurar se a candidata teria ou não direito de usar a verba destinada a candidatas negras.

“Acionei a Justiça já na quarta porque a deputada, além de cometer racismo e transfobia, enganou a Justiça Eleitoral. Ela deu um golpe ao mentir para o órgão”, disse.

A defesa de Fabiana afirmou à coluna que o PL realizou o registro eleitoral da deputada. Segundo ele, as informações foram aprovadas pela Justiça Eleitoral em 2022, sem qualquer irregularidade.

O advogado também ressaltou que a parlamentar possui familiares negros.

“Como a própria deputada disse em seu discurso ontem (quarta), ela tem um avô negro e uma avó indígena. Portanto, ao se declarar parda, não há nenhuma ilegalidade”, declarou o advogado Alberto Rollo.

O que aconteceu?

A deputada estadual pintou o rosto e parte do corpo de marrom durante uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), nessa quarta-feira (18/3), para criticar a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, em Brasília.

“A gente viu agora essa semana, na comissão federal, lá em Brasília, que uma mulher trans, Erika Hilton, foi colocada como presidente da Comissão da Mulher. E isso me entristece muito. Não porque ela, uma trans, está como presidente, mas porque está tirando o espaço de fala de uma mulher”, disse.

 

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