
Entorno de Lula vê "exagero" de Toffoli contra Renan e evita prever impacto
Aliados do presidente Lula avaliam que ainda é cedo para medir impacto eleitoral e apostam que decisão pode ser revertida

Aliados do presidente Lula na sua campanha de reeleição e no Palácio do Planalto avaliam como “exagerada” e “controversa” a decisão do ministro do STF e do TSE Dias Toffoli de suspender a campanha do candidato Renan Santos (Missão) à Presidência da República.
Petistas consideram a decisão estranha pelo momento em que foi tomada, já com a campanha eleitoral em andamento.
Na avaliação desses aliados, Toffoli poderia ter optado por uma medida menos drástica e dado mais tempo para que a campanha regularizasse os conteúdos apontados.
A decisão teve como fundamento a suposta omissão de perfis utilizados por Renan Santos nas redes sociais.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA aposta de aliados de Lula é que a decisão possa ser revertida, mas eles também avaliam que a medida pode acabar sendo benéfica para o próprio Renan. Na visão deles, a suspensão tende a dar mais destaque ao candidato e aumentar a atenção sobre sua campanha.
Em relação ao impacto eleitoral, esses aliados afirmam que ainda é cedo para fazer uma avaliação.
Eles ponderam, porém, que a medida pode afetar o eleitorado de Augusto Cury (Avante), também candidato à Presidência, e eventualmente alterar a distribuição de votos entre os candidatos.
O que aconteceu?
A decisão de Toffoli proíbe Renan Santos de fazer campanha em ambientes digitais, receber recursos do Fundo Eleitoral e participar de debates.
Em decisão proferida no começo da tarde desta segunda-feira (31), Toffoli argumenta que Renan se beneficiou ao deixar de informar, dentro do prazo, perfis utilizados nas redes sociais.
“O candidato estava previamente ciente de que deveria informar os endereços e de que somente poderia utilizá-los na campanha após 48 horas de seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral. Violou frontalmente a obrigação. Os benefícios já auferidos são irreversíveis”, afirmou o ministro.
Toffoli também determinou a suspensão dos perfis que foram informados fora do prazo.
“Justifica-se, portanto, que, até o esclarecimento da situação de cada perfil e da análise de eventual justificativa para a omissão, seja integralmente suspensa a utilização dos perfis de redes sociais arrolados a destempo, bem como de quaisquer outros, para a realização de campanha na internet”, escreveu.








