Decisão de Mendonça divide aliados de Lula sobre Conselho da República
Aliados divergem sobre resposta à decisão que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal

Aliados do presidente Lula divergem sobre a possibilidade de convocar o Conselho da República diante de mais um capítulo da crise que envolve o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal.
Enquanto um grupo defende que o petista acione o colegiado como resposta institucional, outros avaliam que a medida agravaria ainda mais a crise e não produziria efeitos práticos.
O ministro André Mendonça, do STF, determinou nesta terça-feira (8/9) o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. A decisão também determinou a abertura de investigações sobre a atuação dos envolvidos.
Como mostrou o Metrópoles, o coordenador da campanha de Lula em São Paulo, Marco Aurélio Carvalho, é um dos que defendem que o presidente convoque o Conselho da República. Para ele, o momento exige uma resposta institucional diante da gravidade do episódio.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“O Brasil está mergulhando em uma crise institucional sem precedentes na história do país. Poderes e órgãos da República avocando prerrogativas constitucionais que não lhes foram atribuídas”, afirmou Carvalho à coluna.
Segundo o advogado, o artigo 89 da Constituição Federal, regulamentado pela Lei nº 8.041, prevê o Conselho da República como órgão de consulta e aconselhamento da Presidência da República.
A avaliação, porém, é contestada por aliados integrantes do Palácio do Planalto. Um interlocutor afirma que a a iniciativa apenas “iria escalar mais ainda” a crise e, no fim, “não ia resolver nada”, justamente porque o Conselho da República tem caráter consultivo.
O











