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Milena Teixeira

De global a cantor de axé: os artistas que passaram na Ilha da Paixão

Paradisíaca Ilha da Paixão, associada ao Banco Master, já foi cenário de diversos eventos com celebridades

Milena Teixeira20/04/2026 02:00, atualizado 20/04/2026 09:43
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De global a cantor de axé: os artistas que passaram na Ilha da Paixão
De global a cantor de axé: os artistas que passaram na Ilha da Paixão

Antes de ser rebatizada como Ilha da Paixão, o lugar paradisíaco ligado ao Banco Master já era conhecido por movimentar o verão baiano com festas e shows de grandes nomes da música, especialmente do axé.

Na época em que ainda se chamava Ilha do Topete, o espaço atraía artistas e reunia um público seleto da elite de Salvador. Os ingressos para participar dos eventos chegavam a ultrapassar R$ 500.

Pelo local passaram artistas como Reynaldo Gianecchini, Daniela Mercury,  Bell Marques, além de Carlinhos Brown e Jau.

As apresentações faziam parte de programações como a festa SIM, organizada pela produtora Diva Entretenimento, além do Circuito Summer Day e do Yacht Day. Em comum, os eventos tinham caráter fechado ou restrito a convidados.

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Ilha da Paixão, ligada a fundo da Reag/Master
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Bell Marques no Carnaval
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Bell Marques no Carnaval

Reprodução/Redes sociais
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Ilha da Paixão, ligada a fundo da Reag/Master
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Ilha da Paixão, ligada a fundo da Reag/Master

Material obtido pela coluna Milena Teixeira
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Durante as celebrações, a experiência ia além dos shows, com exposições de lanchas.

A Ilha da Paixão e a ligação com o Master

Avaliada em R$ 20 milhões, a ilha teve seu direito de ocupação vendido por R$ 1,3 milhão, em julho de 2023, à empresa RC Participações, Assessoria e Consultoria Empresarial S.A., segundo documento do cartório de Candeias obtido pelo Metrópoles.

A informação é confirmada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), que afirma que a ilha teve sua primeira inscrição de ocupação em 1987, permanecendo regular desde então.

A RC é uma sociedade anônima com capital de R$ 45,5 milhões e foi adquirida pelo Falcon Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, por meio de contrato celebrado em 18 de janeiro de 2023. O Falcon, por sua vez, pertence ao fundo Haena 808.

Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e obtidos pela coluna, mostram que o empresário Augusto Lima figura como único cotista do Haena 808. As informações abrangem o período de março de 2023 a dezembro de 2025.

Na prática, a estrutura societária liga a RC Participações ao empresário Augusto Lima, por meio dos fundos que controlam a companhia. Tanto o Haena 808 quanto o Falcon eram administrados pela Reag, suspeita de atuar em conjunto com o Banco Master na estruturação de operações fraudulentas.