
Milena TeixeiraColunas

De global a cantor de axé: os artistas que passaram na Ilha da Paixão
Paradisíaca Ilha da Paixão, associada ao Banco Master, já foi cenário de diversos eventos com celebridades
atualizado
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Antes de ser rebatizada como Ilha da Paixão, o lugar paradisíaco ligado ao Banco Master já era conhecido por movimentar o verão baiano com festas e shows de grandes nomes da música, especialmente do axé.
Na época em que ainda se chamava Ilha do Topete, o espaço atraía artistas e reunia um público seleto da elite de Salvador. Os ingressos para participar dos eventos chegavam a ultrapassar R$ 500.
Pelo local passaram artistas como Reynaldo Gianecchini, Daniela Mercury, Bell Marques, além de Carlinhos Brown e Jau.
As apresentações faziam parte de programações como a festa SIM, organizada pela produtora Diva Entretenimento, além do Circuito Summer Day e do Yacht Day. Em comum, os eventos tinham caráter fechado ou restrito a convidados.
Durante as celebrações, a experiência ia além dos shows, com exposições de lanchas.
A Ilha da Paixão e a ligação com o Master
Avaliada em R$ 20 milhões, a ilha teve seu direito de ocupação vendido por R$ 1,3 milhão, em julho de 2023, à empresa RC Participações, Assessoria e Consultoria Empresarial S.A., segundo documento do cartório de Candeias obtido pelo Metrópoles.
A informação é confirmada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), que afirma que a ilha teve sua primeira inscrição de ocupação em 1987, permanecendo regular desde então.
A RC é uma sociedade anônima com capital de R$ 45,5 milhões e foi adquirida pelo Falcon Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, por meio de contrato celebrado em 18 de janeiro de 2023. O Falcon, por sua vez, pertence ao fundo Haena 808.
Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e obtidos pela coluna, mostram que o empresário Augusto Lima figura como único cotista do Haena 808. As informações abrangem o período de março de 2023 a dezembro de 2025.
Na prática, a estrutura societária liga a RC Participações ao empresário Augusto Lima, por meio dos fundos que controlam a companhia. Tanto o Haena 808 quanto o Falcon eram administrados pela Reag, suspeita de atuar em conjunto com o Banco Master na estruturação de operações fraudulentas.








