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Milena Teixeira

A reação das redes à proibição das bets, segundo o PT

Levantamento do PT com 112 mil comentários aponta maioria favorável à medida e registra mensagens como “Bora Lula”

28/09/2026 02:00, atualizado 28/09/2026 07:04
Rebeca Ligabue/Metrópoles
Imagens coloridas mostram o presidente Lula em bandada ao lado de ministros falando sobre proibição das bets no país

A decisão do governo Lula de proibir as chamadas bets no Brasil provocou forte repercussão nas redes sociais nos últimos dias.

Levantamento realizado pelo PT, obtido pela coluna, a partir de 112 mil ocorrências nas plataformas digitais, aponta que 76% das manifestações foram classificadas como positiva para o governo, enquanto 21% tiveram avaliação negativa e 3% foram consideradas neutras ou ambivalentes.

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Presidente Lula participa de audiência sobre bets no Palácio do Planalto
Presidente Lula anuncia proibição das bets no Brasil, nesta sexta-feira (25/9), durante agenda oficial em São Paulo
Presidente Lula anuncia proibição das bets no Brasil, nesta sexta-feira (25/9), durante agenda oficial em São Paulo
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Presidente Lula anuncia proibição das bets no Brasil, nesta sexta-feira (25/9), durante agenda oficial em São Paulo

Rebeca Ligabue/Metrópoles
Presidente Lula participa de audiência sobre bets no Palácio do Planalto
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Presidente Lula participa de audiência sobre bets no Palácio do Planalto

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente Lula anuncia proibição das bets no Brasil, nesta sexta-feira (25/9), durante agenda oficial em São Paulo
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Presidente Lula anuncia proibição das bets no Brasil, nesta sexta-feira (25/9), durante agenda oficial em São Paulo

Rebeca Ligabue/Metrópoles

Um dos principais movimentos identificados foi a conversão do apoio à medida em manifestações de caráter eleitoral favoráveis ao presidente.

Essa categoria reúne 43% das ocorrências consideradas pelo estudo. Entre os registros, há menções ao número 13, pedidos de reeleição, elogios à decisão e declarações de pessoas que dizem ter passado a apoiar Lula ou reforçado a intenção de votar nele.

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Expressões como “Bora Lula”, “Lula tetra”, “golaço”, “grande dia” e “ganhou meu voto” estão entre os exemplos destacados.

Os efeitos das apostas sobre a vida financeira e familiar também ocupam espaço relevante. Cerca de 18% das manifestações relacionam as bets a vício, endividamento e conflitos domésticos. Há relatos de perdas financeiras, problemas dentro de casa e referências à ludopatia e a questões de saúde mental.

Nesse grupo, a restrição das plataformas é defendida sobretudo como uma forma de proteger as famílias e enfrentar consequências associadas ao jogo.

Do outro lado, 21% das manifestações receberam classificação negativa. Entre os principais argumentos está a suspeita de motivação eleitoral para a decisão, presente em 16% do material examinado. Os autores dessas críticas questionam o fato de o governo ter regulamentado o setor anteriormente e, agora, adotado uma postura de restrição.

A disputa também se estende à trajetória das apostas no país. Em 8% dos registros, os usuários debatem quem teria sido responsável pela abertura, regulamentação e expansão desse mercado. Parte atribui o início do processo a governos anteriores e sustenta que a administração Lula regulamentou a atividade e passou a tributá-la. Outros colocam sobre o atual governo a responsabilidade pelo crescimento do segmento, em razão das regras implementadas durante sua gestão.

A efetividade da restrição também é alvo de questionamentos. Em 5% dos registros, usuários levantam a possibilidade de apostadores migrarem para sites estrangeiros ou clandestinos, além de recorrerem a outros canais de acesso.

Lula assinou, na sexta-feira (25/9), amedida que determina a proibição dasbets no Brasil. A decisão gerou forte reação entre empresas de apostase clubes de futebol, que podem ser afetados pelo fim das plataformas