
Milena TeixeiraColunas

A otimista aposta do governo Lula sobre a sabatina de Messias
Lideranças do governo Lula estão mais otimistas com a sabatina do ministro da AGU, Jorge Messias, no Senado Federal
atualizado
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Lideranças do governo Lula no Congresso Nacional estão otimistas em relação à sabatina do ministro da AGU, Jorge Messias, no Senado Federal.
Após quatro meses, o presidente anunciou nesta terça-feira (31/1) que irá destravar a sabatina de Messias e enviar a mensagem oficial que formaliza a indicação dele ao STF.
Governistas avaliam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deve demorar para enviar a indicação para a Comissão de Constituição e Justiça.
O consenso é de que, com a ida do senador Rodrigo Pacheco para a disputa do governo de Minas Gerais, Alcolumbre diminuirá a resistência em relação ao nome de Messias.
Aliados do presidente apostam ainda que Messias poderá ter mais votos que o agora ministro do STF Flávio Dino, que teve 47 votos na sabatina.
Otto diz que espera Messias
Como mostrou a coluna mais cedo, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que aguarda Davi Alcolumbre para dar sequência ao processo.
“O presidente Lula envia a mensagem para Davi, que vai encaminhar à CCJ. Quando chega à CCJ, eu faço a leitura e dou um prazo de oito a 15 dias, mas isso só vale a partir do momento em que estiver em minhas mãos. São três encaminhamentos. Sempre sigo o regimento: leio a mensagem, dou vista e marco, dentro de 8 a 15 dias. Meu prazo depende do dia em que Davi encaminhar à CCJ”, declarou Otto.
Lula vai enviar mensagem
Como mostrou o Metrópoles, Lula disse que vai formalizar ao Senado, nesta terça-feira (31/3), a indicação de Messias. O envio ocorre 131 dias após o anúncio da indicação, feito em 20 de novembro do ano passado.
O petista preferiu adiar o encaminhamento da mensagem à Casa Alta, etapa necessária para dar início à sabatina do escolhido, por receio de que o AGU fosse rejeitado pelos senadores.
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) era o nome defendido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e por parte significativa dos parlamentares para ocupar o posto na Corte.
Os quatro meses de demora no despacho também expuseram um embróglio na relação entre Lula e Alcolumbre, revelando um ambiente de articulação delicado entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.






