Mario Sabino

O Dark Horse é um asno com DNA dos Bolsonaro

O Dark Horse é um Dark Donkey, um asno com DNA dos Bolsonaro. Jair poderia ter um laivo de espírito público e tirar o seu asninho da chuva

atualizado

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Flávio Bolsonaro e Mario Frias -- Metrópoles
1 de 1 Flávio Bolsonaro e Mario Frias -- Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

O Dark Horse é um Dark Donkey, um asno com DNA dos Bolsonaro.

Como é que Flávio pôde acreditar que poderia ser lançado candidato à presidência da República com tamanho rabo preso ao meliante da vez, perpetrador da maior fraude financeira da história brasileira?

Ele achou mesmo que não viriam à tona o seu áudio para Daniel Vorcaro, a visita dele ao sujeito, em São Paulo, as mensagens trocadas entre o suposto banqueiro e o suposto ator Mario Frias?

Agora, Flávio diz que “não tem nada a esconder”, frase que, na boca do rapaz, significa um grande problema.

A imprensa está seguindo o dinheiro, como deve ser. Tem-se a história desse policial militar, André Porciúncula, suposto dono de uma casa no Texas, comprada por meio de um trust administrado pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro. Advogado que, ora veja só, administra também o fundo Havengate, no qual foi despejada parte dos R$ 61 milhões desembolsados por Vorcaro para a produção de Dark Horse.

A casa fica em Arlington, perto de Dallas, na mesma região onde mora Eduardo Bolsonaro, em endereço que permanece desconhecido, de onde a suspeita de que Porciúncula, ex-policial militar sem patrimônio declarado suficiente para a aquisição da casa, seria apenas o dono de fachada de um imóvel que, na verdade, pertenceria a Eduardo.

Em outra ponta, o suposto ator Mario Frias, que interpreta atualmente o papel de deputado federal, é investigado pelo ubíquo STF por suspeita de ter repassado dinheiro de emendas parlamentares, R$ 2 milhões,  a uma ONG ligada à produção de Dark Horse.

Todas as triangulações espertas conhecidas até o momento, e mais ações patrióticas devem vir à tona, são de uma sofisticação comparável à das rachadinhas, que os Bolsonaro também acreditavam que permaneceriam invisíveis à imprensa e aos adversários políticos.

O pai de todos, Jair, poderia ter um laivo de espírito público e tirar o seu cavalinho da chuva. Quer dizer, o seu asninho. Talvez ele não veja isso como favor a si próprio, mas seria um enorme serviço à metade do país que prefere que Lula não seja reeleito.

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