Mario Sabino

Não seja terrorista, não justifique moralmente o Hamas

Emprestar alguma moralidade às atrocidades cometidas pelo Hamas e pelos seus cúmplices em 7 de outubro de 2023 é outro ato terrorista

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução
Bebê Kfir Bibas, morto pelo Hamas, no cativeiro em Gaza -- Metrópoles
1 de 1 Bebê Kfir Bibas, morto pelo Hamas, no cativeiro em Gaza -- Metrópoles - Foto: Reprodução

Há dois anos, exatamente, 3 mil terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica invadiram Israel, penetrando no país vizinho por meio de vários pontos da barreira que circunda o território palestino de Gaza.

Em um dos episódios mais brutais e covardes da história humana, eles mataram 1.200 pessoas, civis indefesos, na sua esmagadora maioria. Mataram mulheres. Mataram velhos. Mataram jovens. Mataram crianças. Mataram bebês.

Mataram, torturaram, estupraram. E, enquanto o faziam, chamavam as suas vítimas de “cães”. E, enquanto o faziam, divertiam-se, riam. E, enquanto o faziam, alguns telefonaram para as suas famílias para comemorar o massacre que perpetravam. E, enquanto o faziam, filmavam para postar em redes sociais.

Como troféus da barbárie, os invasores levaram como reféns 251 israelenses e estrangeiros que trabalhavam em Israel. E, ao chegarem em Gaza, antes de espalharem os prisioneiros pelas casas dos seus cúmplices civis e por mais de 500 quilômetros de túneis escavados profundamente, eles foram acolhidos por centenas de pessoas como heróis. Sim, heróis.

Dois anos depois, ainda restam 47 reféns nas mãos do Hamas e dos seus asseclas. Vivos e mortos, porque os terroristas também mantêm cadáveres como prisioneiros, como moeda de troca. Na sua brutalidade, na sua indignidade, na sua maldade, os terroristas ainda não permitiram que famílias israelenses enterrassem seus mortos.

Em Israel, há 1 ano e meio, ouvi pessoalmente relatos dos familiares dos reféns. Vi o seu sofrimento. E chorei com eles. No Brasil, ouvi pessoalmente o relato de um ex-refém sobre as sevícias a que foi submetido em Gaza. Vi as suas cicatrizes. E chorei com ele.

Hoje, é dia de lembrar do que ocorreu em 7 de outubro de 2023. Se você tem um mínimo de decência, se você conserva um mínimo de humanidade, respeite esta data, não a contextualize, não a relativize, não aponte outros culpados hoje.

Quaisquer que sejam os motivos históricos que resultaram nesse dia infame para a humanidade, eles jamais lhe serão justificativa moral. Tentar emprestar alguma moralidade às atrocidades cometidas pelo Hamas e pelos seus cúmplices é outro ato terrorista. É perpetuar o 7 de outubro de 2023.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comMario Sabino

Você quer ficar por dentro da coluna Mario Sabino e receber notificações em tempo real?