Manoela Alcântara

Toffoli diz que pedido da PF a Fachin sobre Master é “ilação”

A Polícia Federal apresentou pedido de suspeição contra Dias Toffoli após a extração de mensagens do celular do dono do Banco Master

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Andre Borges/Especial Metrópoles
Ministro do Supremo Tribunal Federal STF José Antonio Dias Toffoli Metrópoles 1
1 de 1 Ministro do Supremo Tribunal Federal STF José Antonio Dias Toffoli Metrópoles 1 - Foto: Andre Borges/Especial Metrópoles

O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu nota oficial sobre a arguição de suspeição apresentada contra ele pela Polícia Federal após mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Na nota, Toffoli afirma que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela PF trata de ilações“. O gabinete do ministro ainda completou: “Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, disse.

O documento com o material obtido a partir da extração dos aparelhos eletrônicos do dono do Banco Master foi entregue ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, que tem a atribuição de analisar esse tipo de ação.

Segundo apurou a coluna, no meio das conversas encontradas no aparelho de Vorcaro há menções ao nome de Toffoli, relator do caso no STF.

Ao receber a arguição de suspeição, na última segunda-feira (9/2), Fachin mandou para Toffoli responder dentro do processo, que tramita em sigilo.

Interlocutores ouvidos pela coluna afirmaram que Toffoli está tranquilo e declarou que não tem nada dentro do processo que o relacione com Vorcaro.

O entendimento entre alguns integrantes da Corte é que a arguição de suspeição deveria ser de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), que é a responsável por analisar os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero.

A relatoria de Toffoli no caso passou a ser questionada após divulgação de que o resort Tayayá, vinculado ao magistrado, manteve relações com fundos relacionados ao Master.

Toffoli diz que pedido da PF a Fachin sobre Master é “ilação” - destaque galeria
3 imagens
Resort Tayayá em Ribeirão Claro (PR). Local pertenceu à família de Dias Toffoli
Mapa mostra área em que resort da família Toffoli seria construído
Resort Tayayá pertencia, no papel, à família do ministro do STF Dias Toffoli
1 de 3

Resort Tayayá pertencia, no papel, à família do ministro do STF Dias Toffoli

Sam Pancher/ Metrópoles
Resort Tayayá em Ribeirão Claro (PR). Local pertenceu à família de Dias Toffoli
2 de 3

Resort Tayayá em Ribeirão Claro (PR). Local pertenceu à família de Dias Toffoli

Sam Pancher / Metropoles
Mapa mostra área em que resort da família Toffoli seria construído
3 de 3

Mapa mostra área em que resort da família Toffoli seria construído

MPF-PR/Divulgação

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?