Manoela Alcântara

PF apresenta pedido de suspeição contra Toffoli após acessar celular de Vorcaro

Um relatório foi apresentado pela PF ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. A medida gerou uma arguição de suspeição

atualizado

metropoles.com

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Dias Toffoli
1 de 1 Dias Toffoli - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A Polícia Federal (PF) apresentou um relatório ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que acabou gerando a abertura de uma arguição de suspeição contra o ministro Dias Toffoli.

O documento com o material obtido a partir da extração dos aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi entregue a Fachin, que tem a atribuição de analisar esse tipo de caso.

Segundo apurou a coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, no meio das conversas encontradas no aparelho de Vorcaro há menções ao nome do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF.

Ao receber o documento, na última segunda-feira (9/2), Fachin determinou que Toffoli se manifestasse nos autos do processo, que tramita em sigilo.

Interlocutores ouvidos pela coluna afirmaram que Toffoli está tranquilo e declarou que não há nada no processo que o relacione a Vorcaro.

O entendimento entre alguns integrantes da Corte é o de que a arguição de suspeição deveria ser de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), que é a responsável por analisar os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero.

A relatoria de Toffoli no caso passou a ser questionada após divulgação de que o resort Tayayá, vinculado ao magistrado, manteve relações com fundos ligados ao Master.

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Resort Tayayá em Ribeirão Claro (PR). Local pertenceu à família de Dias Toffoli
Mapa mostra área em que resort da família Toffoli seria construído
Resort Tayayá pertencia, no papel, à família do ministro do STF Dias Toffoli
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Resort Tayayá pertencia, no papel, à família do ministro do STF Dias Toffoli

Sam Pancher/ Metrópoles
Resort Tayayá em Ribeirão Claro (PR). Local pertenceu à família de Dias Toffoli
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Resort Tayayá em Ribeirão Claro (PR). Local pertenceu à família de Dias Toffoli

Sam Pancher / Metropoles
Mapa mostra área em que resort da família Toffoli seria construído
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Mapa mostra área em que resort da família Toffoli seria construído

MPF-PR/Divulgação

O que diz o ministro

Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”.

“Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, declarou.

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