
Manoela AlcântaraColunas

STJ adiará conclusão da sindicância contra Buzzi, acusado de assédio
Os ministros do STJ tinham marcado a conclusão da sindicância para o dia 10 de março. No entanto, a entrega das apurações ocorrerá em abril
atualizado
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai adiar a data de conclusão de sindicância interna que apura denúncias de assédio sexual contra o ministro afastado Marco Buzzi. O primeiro prazo previsto de entrega das apurações era 10 de março. Porém, diante de alegações da defesa de Buzzi, os ministros passarão a nova data da entrega das apurações para 14 de abril.
O grupo foi instalado em 4 de fevereiro, após reunião extraordinária do Pleno do STJ, que abriu sindicância para investigar os fatos atribuídos a Buzzi. O nome do magistrado acusado de assédio foi revelado pelo Metrópoles. Compõem o grupo de sindicância os ministros Raul Araújo, Francisco Falcão e Antonio Carlos Ferreira.
Conforme mostrou a coluna Grande Angular, o ministro Marco Buzzi é alvo de grave acusação de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos que passou as férias de janeiro hospedada na casa do magistrado, em Balneário Camboriú (SC).
A moça é filha de um casal de amigos do ministro. No dia 9 de janeiro, eles se encontravam na praia, e, em determinado momento, a jovem foi tomar um banho de mar. Buzzi também estava dentro da água. Segundo relatos da jovem, que entrou em estado de desespero, o ministro, que estaria visivelmente excitado, tentou, por três vezes, agarrá-la.
Ela conseguiu se desvencilhar, correu para a praia e contou aos pais o ocorrido. Estupefato, o casal de amigos deixou o local e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência sobre o caso em uma delegacia de polícia. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também recebeu uma segunda denúncia contra o ministro.
O caso também está no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Nunes Marques é o relator.
