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Manoela Alcântara

Seif comenta decisão do TSE sobre mandato: “Venceu o voto do povo”

O TSE rejeitou, por unanimidade, ação que pedia a cassação de Seif por abuso de poder econômico nas eleições de 2022

atualizado

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Senador Jorge Seif durante discurso no Senado, pedi perdão ao eleitores por ter ido ao show de Madonna no Rio de Janeiro e no estado do Rio Grande do Sul está em calamidade pública - Metrópoles
1 de 1 Senador Jorge Seif durante discurso no Senado, pedi perdão ao eleitores por ter ido ao show de Madonna no Rio de Janeiro e no estado do Rio Grande do Sul está em calamidade pública - Metrópoles - Foto: <p> IGO ESTRELA/METRÓPOLES<br /> @igoestrela</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div> </p>

O senador Jorge Seif (PL-SC) comentou, nesta quinta-feira (12/2), decisão do TSE que manteve, por unanimidade, seu mandato. Os ministros da Corte Eleitoral rejeitaram recurso de coligação que acusou Seif de abuso de poder econômico nas Eleições de 2022.

Na nota, o senador afirmou ter recebido a notícia da rejeição do recurso com “profunda gratidão”. Disse ainda: “Hoje não venceu um político. Hoje venceu o voto do povo. E quando o voto do povo é respeitado, a democracia se fortalece”, afirmou.

“Houve dias de angústia. Dias em que o peso da espera parecia grande demais, em que a fé foi colocada à prova. Não pela consciência de ter feito algo errado, porque eu sempre soube da correção dos meus atos, mas pela possibilidade de ver a vontade soberana do povo catarinense ser colocada em dúvida por narrativas que não correspondiam à verdade”, disse Seif.

O senador ainda ressaltou que o TSE confirma aquilo que Santa Catarina já havia reconhecido por unanimidade: “não houve irregularidade. Não houve crime. Houve uma eleição legítima, fruto do voto livre e soberano do povo catarinense“.

Ainda na nota, Seif ressaltou: “Minha história pública continua sendo construída sobre três pilares que nunca vou abandonar: fé em Deus, respeito à democracia e compromisso absoluto com o povo”.

Julgamento

Por unanimidade, o TSE rejeitou recurso que pedia a cassação do mandato de Seif. Os ministros consideraram que não houve provas suficientes ou robustas que comprovassem o abuso de poder econômico nas Eleições Gerais de 2022, do qual Seif foi acusado. 

Os ministros analisaram ação movida pela coligação Bora Trabalhar, formada por PSD, Patriota e União Brasil, contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), que rejeitou a cassação em 2023 e arquivou o caso.

De acordo com a acusação, a campanha de Seif ao Senado teria sido favorecida por empresários como Luciano Hang, das Lojas Havan. As legendas alegaram que Hang usou sua frota de aeronaves, além da equipe de funcionários, para alavancar a candidatura do senador. A ação também abrange os Almir Manoel Atanázio dos Santos, então presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados da cidade de São João Batista (SC) e Osni Cipriani, empresário do ramo de construção civil.

Sem prova cabal

O primeiro a votar, o relator do caso, ministro Floriano de Azevedo Marques, entendeu que a produção de provas não foi suficiente. Para Floriano de Azevedo Marques os autores da ação falharam ao produzir prova cabal para obter a verdade.

Segundo o ministro, após informações colhidas por meio da diligência – como dados de voos de aeronaves e de aeroportos de cidades catarinenses citadas no processo –, confirmou-se a inexistência de registros do suposto uso dos veículos da Havan por Jorge Seif na campanha eleitoral de 2022.

De acordo com o relator, a condenação por abuso de poder na Aije exige prova consistente de que o acusado praticou conduta grave com potencial para desequilibrar as eleições. “Ausente prova robusta, deve-se privilegiar o sufrágio popular”, afirmou o ministro durante o julgamento.

Nesta quinta-feira (12/2), os ministros Estela Aranha, Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva e Cármen Lúcia concordaram com a falta de provas cabais.

A presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, votou com o relator mas fez uma ressalva: “Há indícios, prova indiciária, mas não há prova cabal que leve a cassação de mandato de senador”, afirmou.

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