PSDB diz a Dino desconhecer "cota de emendas" na presidência da sigla
Sigla afirma que a manifestação se limita às informações de conhecimento da presidência nacional do partido

Após determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que os partidos prestassem informações sobre a distribuição de emendas parlamentares, o PSDB afirmou desconhecer a existência de uma cota de emendas vinculada à presidência nacional da legenda.
O documento foi apresentado na tarde desta terça-feira (21/7) em cumprimento à determinação de Dino, feita após o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, admitir que dirigentes partidários interferem na distribuição de emendas de parlamentares de suas siglas.
“Em atenção ao despacho de 15 de julho de 2026, o presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em espírito de plena colaboração com essa Suprema Corte e em observância ao dever institucional de prestar as informações solicitadas, esclarece desconhecer a existência de cota, ‘gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares’ para a presidência do partido”, escreveram os advogados da sigla.
A resposta do partido foi apresentada dentro do prazo de 10 dias fixado por Dino.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraValdemar, em entrevista à imprensa, admitiu que os dirigentes partidários interferem na destinação de emendas. Na última semana, ao Contexto Metrópoles, ele disse que sempre “tomou cuidado” com a administração desses recursos e afirmou que prefeitos o procuram para discutir a melhor destinação das verbas.
Resposta
Em resposta ao próprio STF, Valdemar negou que tenha cota, reserva ou poder sobre o envio de recursos públicos. O dirigente afirmou que apenas faz sugestões, “formuladas após a interlocução com diversos atores da sociedade”.
Os advogados de Valdemar também sustentaram que a destinação das emendas é decidida exclusivamente por deputados e senadores.
“O que pode existir é uma sugestão política formulada pelo presidente após a interlocução com diversos atores da sociedade, submetida aos filtros e decisões independentes do processo parlamentar regular. Se a sugestão for rejeitada, não há indicação”, escreveu a defesa do presidente do PL.




