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Manoela Alcântara

Preso por suspeita de perseguir desafetos de Vorcaro pede revisão da prisão

Defesa pede a Mendonça urgência na manifestação do MPF e afirma que investigado está preso desde maio sem nova avaliação do órgão

Arte/Metrópoles
Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como "Manolo Dom"

Os advogados de Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo Dom, apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos líderes de uma estrutura clandestina que atuava em prol da família do banqueiro Daniel Vorcaro, pediram ao ministro André Mendonça a revisão da prisão preventiva.

Em documento encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (28/10), os advogados pedem que Mendonça acelere a intimação do Ministério Público Federal (MPF) para se manifestar sobre a atual situação dele.

Manolo foi preso pela PF em uma das fases da Operação Compliance Zero e é descrito pelos investigadores como “integrante de um núcleo responsável por intimidar, monitorar, perseguir e pressionar pessoas consideradas como ameaças aos interesses da família Vorcaro”.

A defesa pede que haja uma deliberação sobre o caso dele, tendo em vista que está preso desde maio deste ano, mas não há nenhuma nova avaliação por parte do Ministério Público.

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“A revisão pretendida não antecipa juízo definitivo sobre a investigação, tão somente busca demonstrar que não mais subsistem fundamentos concretos e individualizados para a medida mais gravosa”, escreveu a defesa.

Os advogados prosseguem: “Requer, muito respeitosamente, a celeridade na intimação do Ministério Público Federal para apresentar parecer quanto ao pleito de revisão nonagesimal da custódia preventiva, fundamentado no artigo 316, parágrafo único, do CPP, em favor de Manoel Mendes Rodrigues.”

O pedido ainda não foi analisado por Mendonça. Por decisão do presidente Edson Fachin, todos os processos relacionados ao Caso Master estão sob responsabilidade da Presidência do STF.

Mensagens

Em conversas analisadas, Manoel aparece tratando de pagamentos relacionados a integrantes da organização investigada e discutindo ações com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. Segundo a PF, antes de Mourão ser preso, em março deste ano, ele trocou 58 mensagens com “Manolo Dom”.

Após a morte do “Sicário” na prisão, Manoel viajou a Belo Horizonte, com o aval de Henrique Vorcaro, para se reunir com a mãe e a irmã do falecido. A intenção dele era comprar o silêncio dos familiares, que cobravam dinheiro da família Vorcaro e ameaçavam acabar com a “delação do filho [Daniel Vorcaro], do cunhado e ainda jogo ele [Henrique Vorcaro] atrás das grades também”.

A Polícia Federal também relata que “Manolo” foi responsável por ameaçar, a mando de Daniel Vorcaro, Leandro Garcia da Silva, ex-chefe de cozinha do banqueiro, e Luis Fernando Woyceichoski, ex-capitão de um iate de Vorcaro.

Segundo depoimentos colhidos pela PF, Manoel Mendes Rodrigues se apresentava como um “empresário de jogos”, associado ao bicho. Conhecido há anos nos meios da contravenção, “Manolo Dom” também é apontado como parceiro do contraventor Bernardo Bello.