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Manoela Alcântara

Preso, policial ligado a Vorcaro diz temer por integridade física

Um dos policiais federais, presos por fazer parte do núcleo de inteligência de Vorcaro, diz temer por sua vida em presídio comum

19/06/2026 17:51
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Reprodução
Foto colorida de tronco de homem pardo e com barba. Ele usa uma blusa branca e um blazer cinza - Metrópoles

Um policial ligado, por investigação da Polícia Federal, ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, teme por sua integridade física em presídio de São Paulo. Agente aposentado da corporação, com 67 anos, Sebastião Monteiro Júnior está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos e pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da custódia.

Acusado de integrar grupo responsável por monitorar e espionar alvos de interesse da organização de Daniel e do pai dele, Henrique Vorcaro, Sebastião foi preso quatro dias após a PF deflagrar a sexta fase da Operação Compliance Zero, em 14 de maio. Ele foi transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo para o presídio em Guarulhos (SP), conforme mostrou a coluna. 

Nesta sexta-feira (19/6), a defesa do policial federal foi ao STF pedir a revogação da prisão “por falta de provas”. Os advogados pedem urgência na análise do ministro André Mendonça, relator do caso, ao alegar que Sebastião está “exposto a risco concreto e atual à sua integridade física e à sua vida, enquanto pende de apreciação tanto o pedido de revogação da custódia quanto os requerimentos voltados à sua proteção“.

A defesa ainda prossegue ao afirmar que a situação de Sebastião Monteiro não se confunde com a dos demais investigados. Segundo narra, no Relatório de Análise Parcial do material apreendido não há menções sobre o policial. A participação dele é citada por Marilson Roseno.

Segundo a investigação, Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, exercia a liderança de “A Turma” e utilizava sua experiência e contatos para coordenar atos de coação e obter dados sigilosos, contando com o apoio de outros agentes aposentados, como Sebastião Monteiro Júnior.

Prisão

Segundo a PF, Sebastião integrava o núcleo conhecido como “A Turma”, grupo que teria sido utilizado pelo pai de Daniel Vorcaro para executar ameaças, intimidações e obter informações sigilosas.

Além de Sebastião, outras seis pessoas foram presas durante a fase mais recente da operação.

“A Turma”

De acordo com as investigações, o grupo era responsável por monitorar e espionar alvos de interesse da organização, além de atuar na infiltração em órgãos públicos para obtenção de dados sigilosos.

A PF aponta que o pai de Vorcaro exercia o papel de operador financeiro do esquema e era responsável por transmitir ao grupo as determinações atribuídas ao banqueiro, inclusive durante o andamento das fases da operação.