
Manoela AlcântaraColunas

Ala da PF vê risco de desgaste se PGR aceitar delação de Vorcaro
Investigadores avaliam que eventual acordo nos termos atualmente propostos pelo banqueiro pode gerar questionamentos futuros
atualizado
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Uma ala da Polícia Federal (PF) avalia que, caso a Procuradoria-Geral da República (PGR) aceite a proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, a medida poderá expor o órgão a questionamentos futuros.
Investigadores relatam que a nova proposta apresentada por Vorcaro não traz elementos considerados relevantes e suficientes para embasar uma colaboração premiada, avaliação que também foi noticiada pela coluna do Metrópoles de Igor Gadelha.
Caso a PGR entenda cabível uma delação nos atuais termos apresentados pelo banqueiro nessa nova versão, integrantes da PF avaliam que o avanço das apurações poderá revelar informações que não tenham sido incluídas na colaboração.
Nesse cenário, poderiam surgir questionamentos sobre eventuais omissões do delator e sobre a abrangência do acordo firmado.
Outro ponto levantado por integrantes ouvidos pela coluna é que o ministro André Mendonça, relator do caso, dificilmente homologaria uma colaboração premiada construída de forma unilateral por apenas um dos órgãos envolvidos na investigação.
O material apresentado por Vorcaro é classificado como uma “delação elitista”. Segundo essa avaliação, a colaboração é limitada e seletiva, restrita a informações já conhecidas ou parcialmente conhecidas pela investigação.
Proposta
Conforme mostrou o Metrópoles, a nova proposta de delação de Vorcaro foi apresentada na segunda-feira (1º/6).
Entre os nomes citados pela primeira vez no material está o do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido e amigo pessoal do banqueiro, conforme apurado pelo colunista Igor Gadelha.