Manoela Alcântara

PF decide não abrir inquérito contra Bolsonaro por associar Lula a ditador

Caso envolve publicação atribuída a Bolsonaro que relacionava Lula ao regime sírio e à perseguição de pessoas LGBTQIA

atualizado

metropoles.com

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Arte/Metrópoles
Lula e Bolsonaro
1 de 1 Lula e Bolsonaro - Foto: Arte/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) informou que não instaurou inquérito para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao regime do ditador Bashar al-Assad.

A medida ocorre após a 8ª Vara Criminal de Brasília cobrar explicações da PF sobre a eventual abertura de investigação contra Bolsonaro.

Segundo denúncia apresentada por um cidadão russo-brasileiro, o ex-presidente teria divulgado, por meio do WhatsApp, uma imagem que vinculava Lula ao ex-ditador da Síria e à execução de pessoas LGBTQIA+.

Com isso, Bolsonaro, por ora, não é formalmente investigado, tendo em vista que, após a comunicação da PF, ainda se discute se o caso ficará sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ou do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A publicação que motivou o caso foi divulgada no canal de WhatsApp do ex-presidente. Feita em 15 de janeiro do ano passado, ela mostrava Bolsonaro associando o petista ao regime de Assad.

Apesar disso, o conteúdo não está mais disponível nos canais de Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar humanitária por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Inquérito

A medida ocorre após o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski pediu à PF, em julho do ano passado, a abertura de inquérito para apurar o caso. Apesar disso, a corporação não deu andamento à investigação.

A postagem fazia referência ao regime de Assad, derrubado em dezembro de 2024. O ditador e integrantes da família fugiram para a Rússia após grupos rebeldes tomarem o controle da capital, Damasco.

Bashar al-Assad governou a Síria entre 2000 e 2024. Durante esse período, veículos de imprensa internacionais relataram criminalização de atos homossexuais, além de perseguições e violência contra pessoas LGBTQIA+.

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