
Manoela AlcântaraColunas

“Genocida”: Kassio acolhe parecer da PGR e arquiva ação de Bolsonaro contra Lula
Ex-presidente alegava ter sido chamado de “genocida”, além de ter sido associado ao “canibalismo” e à “atuação demoníaca” durante eleições
atualizado
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O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou uma ação apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) por supostos crimes contra a honra durante a campanha eleitoral de 2022.
Em decisão proferida nesta quinta-feira (7/5), Kassio acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que sustentou que as declarações atribuídas a Lula e Gleisi ocorreram no contexto da disputa eleitoral e não configuram infrações penais.
De acordo com os advogados do ex-presidente, os petistas chamavam Bolsonaro de genocida em discursos, além de associarem o ex-presidente ao “canibalismo” e à “atuação demoníaca”.
Ao arquivar o caso, Kassio destacou que a PGR pediu o arquivamento por não ter apresentado denúncia e que também não há notícia de que Bolsonaro tenha apresentado uma queixa-crime.
“Por consequência, há que ser determinado o arquivamento da presente petição, em virtude da manifestação de arquivamento formulada pela Procuradoria-Geral da República e da ausência de queixa-crime apresentada pelo ofendido”, escreveu o ministro.
Argumentos
A PGR sustentou, em parecer, que as declarações ocorreram em contexto eleitoral e não configuram crimes contra a honra.
O documento afirma que as expressões utilizadas por Lula contra Bolsonaro, ao chamá-lo de genocida, constituíam críticas à condução do ex-presidente durante a pandemia de Covid-19.
Em relação a Gleisi, a PGR argumentou que a deputada estava protegida pela imunidade parlamentar.
