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Manoela Alcântara

Mulher processa supermercado após funcionário chamá-la de “vampira”

A cliente pesava frutas quando ouviu um funcionário perguntar se ela estava bem "porque estava com os dentões de vampiro"

17/03/2026 02:00
Divulgação
Armazzino Empório e Hortifruti

Uma mulher entrou na Justiça após afirmar que foi ofendida por um funcionário de um supermercado localizado em Osvaldo Cruz, no interior de São Paulo, após ser comparada a uma “vampira”.

O processo tramita na Vara do Juizado Especial Cível e Criminal da comarca do município. Em documento obtido pela coluna, a autora relata que, em outubro de 2024, quando fazia compras no local, foi abordada por um funcionário do estabelecimento.

Segundo a mulher, ela estava no setor de hortifruti quando pesava frutas, momento no qual um empregado perguntou se ela “havia dormido bem” na noite anterior.

A mulher questionou o motivo da pergunta, e ouviu do funcionário que ela “estava parecendo uma vampira, porque estava com os dentões de vampiro”.

Ao apresentar o caso à Justiça, a vítima afirmou que usa prótese dentária e que o comentário do funcionário a deixou bastante constrangida, tendo em vista que foi feito na frente de outras pessoas dentro do supermercado.

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Abalo emocional

Após o episódio, a cliente relatou ter procurado o gerente do estabelecimento, mas foi orientada a “deixar para lá”, sob o argumento de que o caso poderia prejudicar a imagem do supermercado.

“A conduta do funcionário da ré e a posterior negligência da gerência em lidar com a situação causaram à autora profundo abalo emocional, angústia e sentimento de humilhação, configurando um claro dano moral que deve ser reparado”, dizem os advogados da vítima.

Os advogados prosseguem: “A abordagem vexatória e as ofensas proferidas pelo funcionário da ré caracterizam uma grave falha na prestação do serviço, que deve garantir a segurança e o respeito aos consumidores em suas dependências”.

O processo cita que a defesa da vítima pede a condenação do supermercado ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais. A coluna procurou o estabelecimento, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.