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Manoela Alcântara

Moraes dá 24h para Bolsonaro explicar arma apreendida pela PMDF

Ministro Além da defesa, Moraes cobrou informações da PMDF sobre a fiscalização da prisão domiciliar de Bolsonaro.

, 16/06/2026 11:31, atualizado 16/06/2026 11:51
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Hugo Barreto/Metrópoles
Bolsonaro em prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique por que uma pistola registrada em nome dele foi encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem policial no Distrito Federal.

Em decisão proferida na manhã desta terça-feira (16/6), o magistrado cobrou esclarecimentos sobre a existência da arma na residência do ex-presidente e sobre as circunstâncias em que o armamento passou a ser transportado pelo agente do GSI.

Moraes destacou que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária em razão da condenação a 27 anos de prisão.

“A Defesa de Jair Messias Bolsonaro se manifeste sobre o referido Boletim de Ocorrência, esclarecendo, inclusive, a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento;

Além disso, Moraes pediu esclarecimentos à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) sobre o cumprimento das medidas de fiscalização impostas durante a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro.

A medida ocorre após a arma registrada em nome do ex-presidente ter sido apreendida pela PM em uma blitz realizada no Pistão Norte, em Taguatinga, na noite dessa segunda-feira (15/6).

Em depoimento, o policial responsável pela abordagem relatou que o integrante do GSI afirmou trabalhar para Bolsonaro e, após insistência dos agentes, informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.

À Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o agente declarou que recebeu a arma na própria segunda-feira em razão de uma suposta pane no equipamento. Segundo ele, pretendia concluir o serviço e devolver o armamento nesta terça-feira.

Armamento apreendido

O armamento estava na posse de um sargento do Exército Brasileiro, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Conforme mostrou a coluna do Metrópoles de Mirelle Pinheiro, ele foi abordado durante a fiscalização de rotina e conduzido à 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) para prestar esclarecimentos.

Em depoimento, o sargento afirmou que havia retirado o armamento para realizar um reparo mecânico após identificar uma pane que, segundo ele, seria de simples solução. O problema estaria relacionado ao percussor da arma.