Moraes amplia visita de advogados para depoimento de Bolsonaro
Ministro autorizou que os defensores acompanhem a oitiva do ex-presidente e ampliou, de forma excepcional, o tempo de visita na domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou o tempo de visita dos advogados de Jair Bolsonaro (PL) e autorizou que eles acompanhem o depoimento do ex-presidente no inquérito que apura a apreensão de uma pistola registrada em seu nome e encontrada com um agente do GSI.
A decisão foi assinada pelo ministro na tarde desta segunda-feira (22/6) e atende a um pedido da defesa, tendo em vista que os advogados só podem acompanhar Bolsonaro na prisão domiciliar pelo período de 30 minutos.
“Diante do exposto, nos termos do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, autorizo, excepcionalmente, a extensão do tempo de visita dos advogados regularmente constituídos de Jair Messias Bolsonaro, a partir das 14h00 do dia 23/6/2026 (terça-feira), ‘para fins de preparação para a oitiva’, conforme requerido, podendo acompanhar o custodiado na oitiva que será realizada no Inquérito Policial”, escreveu Moraes.
O ex-presidente será ouvido na própria residência onde cumpre prisão domiciliar, em Brasília.
A condução da investigação está a cargo da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que pediu a Moraes autorização para ouvir Bolsonaro.
Inquérito
A arma foi apreendida na última segunda-feira (15/6) por policiais militares, no Pistão Norte, em Taguatinga. O armamento estava em posse de um sargento do Exército Brasileiro, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, ligado ao GSI.
Em depoimento, o policial militar responsável pela abordagem relatou que o integrante do GSI afirmou trabalhar para Bolsonaro e, após ser questionado pelos agentes, informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.
Segundo o agente, a arma foi entregue a ele na própria segunda-feira para verificação de uma falha mecânica. A intenção, ainda de acordo com o depoimento, era concluir o serviço e devolver o armamento na terça-feira (16/6).
Diante do caso, a PCDF instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da posse e da circulação da arma e comunicou a abertura da investigação ao ministro Alexandre de Moraes.
Em manifestação apresentada ao STF, Bolsonaro afirmou que entregou a arma ao agente após constatar uma falha mecânica no armamento.



