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Manoela Alcântara

Ministro do STJ acusado de assédio sexual está internado no DF Star

O ministro Marco Buzzi, do STJ, acusado de assédio sexual, está internado no mesmo hospital que o ex-presidente Jair Bolsonaro frequenta

05/02/2026 15:04, atualizado 05/02/2026 15:06
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Sérgio Amaral/STJ
Ministro do STJ acusado de assédio sexual está internado no DF Star

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi apresentou atestado médico após ser internado, nesta quinta-feira (5/2), no DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também costuma se tratar.

A internação ocorreu em meio à oitiva da jovem de 18 anos que o acusa de assédio sexual, revelada pelo Metrópoles na coluna Grande Angular. A jovem foi ouvida na manhã desta quinta-feira, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A moça é filha de um casal de amigos do ministro, conforme mostrou a coluna Grande Angular. Eles passavam as férias hospedados na casa do magistrado, em Balneário Camboriú (SC).

No dia 9 de janeiro, eles se encontravam na praia e, em determinado momento, a jovem foi tomar banho de mar. Buzzi também estava dentro da água. Segundo relato da jovem, que entrou em estado de desespero, o ministro, que estaria visivelmente excitado, tentou, por três vezes, agarrá-la.

Ela conseguiu se desvencilhar, correu para a praia e contou aos pais o ocorrido. Estupefato, o casal de amigos deixou o local e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência sobre o caso em uma delegacia de polícia.

Em nota, o ministro, após a divulgação do caso, disse que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos”. “Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio.”

O caso também já chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que ministros do STJ possuem foro privilegiado. O relator é o ministro Nunes Marques.

Sindicância

Nessa quarta-feira (4/2), o pleno do STJ decidiu, por unanimidade, pela instauração de sindicância para investigar a denúncia. Foram sorteados os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira como membros da comissão encarregada de apurar o caso.