Master: inquérito sobre Rioprevidência passou pelo STF, mas não ficou
Investigação da Polícia Federal sobre o Rioprevidência passou pelo STF, mas não ficou e acabou devolvida à primeira instância

Interlocutores ouvidos pela coluna afirmam que uma das investigações da Polícia Federal (PF) envolvendo o Rioprevidência — que tem cerca de R$ 970 milhões investidos no Banco Master — chegou a ser remetida ao STF, mas acabou devolvida à primeira instância.
A apuração é conduzida pela PF e culminou na operação deflagrada em 23 de janeiro, sob a supervisão da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A PF cumpriu buscas e apreensões contra gestores do fundo de previdência dos servidores cariocas.
Segundo apurou a coluna junto a esses interlocutores, o pedido relacionado a essa investigação chegou a ser encaminhado ao gabinete do ministro Dias Toffoli, relator dos processos ligados ao Banco Master no Supremo, mas foi posteriormente remetido de volta à primeira instância por decisão do magistrado.
Atualmente, as investigações envolvendo o Banco Master que citam o banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades com foro privilegiado estão concentradas em um inquérito em tramitação no STF.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraToffoli, em nota, ressaltou que só analisará eventual remessa desse caso à primeira instância após a conclusão das investigações da PF, dentro do prazo de 60 dias.
Sigilo
Ao justificar o sigilo, Toffoli informou, em nota divulgada nesta quinta-feira (29/1), que foi sorteado relator do processo em 28 de novembro e que, no dia 3 de dezembro, após examinar os autos, decidiu decretar o sigilo. Segundo o ministro, a medida já havia sido adotada na instância de origem.
“Após o exame preliminar dos autos, houve a determinação, em caráter liminar, para que o processo fosse remetido ao STF, mantidas e validadas todas as medidas cautelares já deferidas, bem como o sigilo que já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau, a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações”, diz a nota do gabinete do ministro.
Toffoli acrescentou que todas as medidas adotadas no âmbito do caso decorreram de diligências urgentes, com o objetivo de proteger o Sistema Financeiro Nacional e assegurar o êxito das investigações conduzidas pela Polícia Federal.














