
Manoela AlcântaraColunas

Master: Toffoli encaminha pedido de investigação sobre influenciadores para PGR opinar
O ministro do STF, relator do caso Master, recebeu o pedido da PF para abrir inquérito sobre o caso dos influenciadores, e vai esperar a PGR
atualizado
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O ministro Dias Toffoli encaminhou para a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedido da Polícia Federal (PF) sobre a abertura de um inquérito para apurar a suposta contratação de influenciadores digitais com o objetivo de defender o Banco Master e atacar o Banco Central (BC) nas redes sociais após a liquidação da instituição financeira. O gabinete de Toffoli recebeu o pedido nesta quinta-feira (29/1) e, após análise preliminar, decidiu encaminhar para que a PGR opine se deve mesmo ficar no STF ou se pode descer para a 1ª instância.
A Polícia Federal encaminhou o pedido para o ministro devido à relação com o caso Master, do qual é relator. Antes de Toffoli decidir, o inquérito não fica aberto formalmente, embora a investigação já exista na PF.
O ministro tomará a decisão quando a análise voltar da PGR dizendo se é favor da instauração no STF ou não. Todos os casos que hoje tramitam no STF têm o parecer da PGR nesse sentido.
A investigação na PF sobre o caso dos influenciadores é conduzida pela Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor) e tramita sob sigilo no âmbito da corporação.
Febraban
A apuração teve início após a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) identificar um volume atípico de publicações nas redes sociais relacionadas à liquidação do Master, ocorrida em novembro do ano passado.
Após uma análise preliminar, a PF concluiu que há indícios da prática de possíveis crimes e decidiu instaurar o inquérito, com o envio do pedido a Toffoli.
Liquidação
A liquidação do Banco Master foi determinada no âmbito de investigações que apontaram suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
A Will Financeira, que pertence ao conglomerado do Master, foi liquidada pelo Banco Central em 21 de janeiro. Ela é conhecida como Will Bank.








