Manoela Alcântara

Master: Ciro reage a acusações e diz que reapresentará emenda do FGC

O senador Ciro Nogueira negou acusações feitas após investigações da Polícia Federal e prometeu lutar pelo aumento da garantia do FGC

atualizado

metropoles.com

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Senador Ciro Nogueira é entrevistado no estúdio do portal Metrópoles
1 de 1 Senador Ciro Nogueira é entrevistado no estúdio do portal Metrópoles - Foto: KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) se defendeu das acusações de que recebia dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de favores. Em vídeo publicados nas redes sociais, Ciro afirma que é inocente.

Ressalta ter empresas, fundadas por seu pai, que justificam seu patrimônio e diz ainda que já foi “vítima de ataques em ano eleitoral” anteriormente. “Essa tática não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora”, disse.

O presidente PP ainda defendeu sua atuação parlamentar. Afirmou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que previa elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o teto de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não foi apresentada na “íntegra conforme foi recebida”. E ressaltou que vai reapresentar a emenda. Veja vídeo:


“Vamos falar sobre a famosa ‘Emenda Master’, que corrige o Fundo Garantidor. Primeiro ponto: é mentira que essa emenda foi publicada na íntegra conforme foi recebida. Este fundo é privado, os bancos que o financiam. Até hoje ninguém veio a público explicar poque esse fundo não é corrigido há 13 anos longos anos“, disse o senador.

Ciro Nogueira ainda prosseguiu ao afirmar que a rejeição da emenda “só beneficia grandes bancos”. E questionou: “O fundo garante quem? Os bancos? Não. Os correntistas. Pessoas que têm poupança de uma vida toda”, completou.

Emenda de volta no Congresso

Após falar sobre a defasagem do fundo e a necessidade de considerar a elevação da Selic nos últimos anos, Ciro garantiu que vai apresentar novamente a emenda para votação.

Tomei a decisão de apresentar agora a emenda  corrigindo o valor do FGC, que pela Selic deveria estar acima de R$ 800 mil. Agora não existe mais Banco Master. Quero ver qual é a desculpa que os grandes bancos vão usar para negar esta proteção aos correntistas brasileiros”, afirmou.

O FGC protege os correntistas e investidores em caso de quebra da instituição financeira. A proposta de Ciro, em um primeiro momento, ocorreu dentro da PEC nº 65/2023 que visa ampliar a autonomia do Banco Central (BC).

O texto transforma a instituição em uma empresa pública de natureza especial, com independência administrativa, financeira e orçamentária, além da autonomia operacional garantida por lei desde 2021.

Na prática, a proposta permite que o Banco Central tenha orçamento próprio e utilize receitas geradas por suas operações para custear despesas internas, sem depender de repasses do governo federal.

Hoje, o BC tem autonomia para definir instrumentos de política monetária, como a taxa básica de juros, mas ainda depende do Orçamento da União para despesas administrativas.

Investigações

Segundo investigações da Polícia Federal, o texto da emenda foi elaborado pela assessoria do Banco Master, encaminhado a Daniel Vorcaro pelo ex-diretor do Master André Kruschewsky, impresso e entregue em envelope destinado a Ciro, no endereço residencial do Senado. O presidente do PP nega.

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