
Kassio lacra sistemas das eleições e diz que Justiça não escolhe vencedores.
Presidente do TSE afirmou que sistemas não podem mais ser alterados após assinatura digital e lacração

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, assinou digitalmente e lacrou, na manhã desta sexta-feira (4/9), os sistemas que serão usados nas eleições de 2026.
Em cerimônia na Corte, Kassio afirmou que o procedimento consagra o compromisso da Justiça Eleitoral com a democracia e busca garantir que, “quando a urna for ligada, registremos de forma fidedigna e segura as aspirações de um país inteiro”.
“Hoje, a partir da oposição das assinaturas digitais, não é mais possível efetuar alterações no sistema e passa a ser uma nova etapa na qual os mecanismos de segurança asseguram a autenticidade e a integridade das versões ora lacradas”, afirmou Kassio.
O ministro prosseguiu: “Isso garante que não existe programa ou procedimento técnico que venha a ser adotado na eleição que não esteja sob controle da Justiça Eleitoral, bem como de todos os demais órgãos de fiscalização e auditoria”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraPosteriormente, Kassio afirmou que está chegando o momento em que todas as instituições brasileiras se curvarão à soberania popular, tendo em vista que faltam 29 dias para o pleito.
“A Justiça não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas. Nossa paixão é a democracia. Nossa missão é cumprir a Constituição e o nosso dever é garantir a vontade soberana do povo brasileiro”, afirmou.
Urnas
O procedimento conclui a etapa de compilação dos programas eleitorais, iniciada na segunda-feira (31/8). Nos últimos três dias, os códigos e demais componentes foram reunidos para gerar as versões oficiais dos sistemas.
Passam pelo processo, os programas responsáveis pelo funcionamento das urnas eletrônicas, pelo registro e pela transmissão dos boletins de urna e pelo recebimento, organização e totalização dos resultados.
Também estão incluídos, sistemas de segurança, criptografia e apoio às auditorias realizadas durante o processo eleitoral.



