
Manoela AlcântaraColunas

Juiz quer saber do Ministério da Justiça quando sai a extradição de espião russo
Trâmites agora dependem do Ministério da Justiça antes de chegar à mesa de Lula. Extradição conta com aval do STF
atualizado
Compartilhar notícia

Em meio à possível decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a extradição do espião russo Sergey Vladimirovich Cherkasov, a Justiça Federal acionou o Ministério da Justiça para obter informações sobre quando o estrangeiro será enviado ao país de origem.
A iniciativa ocorre após a autorização da própria Justiça, respaldada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para a extradição do russo. Com o esgotamento da atuação do Judiciário no caso, o magistrado encaminhou despacho ao Ministério da Justiça para saber em que estágio se encontram os trâmites administrativos da medida.
O que está acontecendo
- O espião Sergey Vladimirovich Cherkasov está preso no Brasil desde 2022.
- O MPF arquivou inquérito de espionagem e não viu impedimentos ao pedido de extradição feito pela Rússia.
- Cherkasov usava identidade falsa no Brasil quando foi preso.
- A decisão final sobre extradição caberá ao presidente Lula.
O documento foi endereçado à pasta por se tratar de um procedimento que, neste momento, depende exclusivamente do Poder Executivo, já que a decisão final cabe ao presidente da República.
Atualmente, a responsabilidade pelos trâmites da extradição de Serguey ao Kremlin, antes de o caso chegar efetivamente à mesa de Lula, é da Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas, vinculada ao Ministério da Justiça.
Preso no Brasil desde 2022, Sergey Cherkasov já possui aval para deixar o país após a conclusão do inquérito que apurava suspeitas de espionagem. O processo foi arquivado por falta de provas de atuação do russo nesse tipo de atividade em território nacional.
Apesar de ele ter sido preso utilizando identidade falsa, sob o nome de Victor Muller Ferreira, as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) não conseguiram comprovar a prática de espionagem.






