Manoela Alcântara

Governo de SC multa empresas por respiradores pagos e nunca entregues

Governo catarinense aplicou sanções após pagamento antecipado de R$ 33 milhões por equipamentos que nunca foram entregues

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Hugo Barreto/Metrópoles
Respirador leito de UTI - Metrópoles
1 de 1 Respirador leito de UTI - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O Governo de Santa Catarina concluiu processos administrativos sobre o caso respiradores pagos durante da pandemia de Covid-19 e nunca enrtegues. O Executivo local decidiu aplicar multas a três empresas apontadas como participantes de uma fraude envolvendo a aquisição de 200 equipamentos, que custaram R$ 33 milhões, em 2020.

As multas aplicadas nos novos Processos Administrativos de Responsabilização (PAR) somam cerca de R$ 3,4 milhões. O caso chegou a ser alvo de operações policiais, ações judiciais, auditorias do Tribunal de Contas do Estado e investigações conduzidas pela Controladoria-Geral do Estado, Ministério Público e Procuradoria-Geral do Estado.

Ao longo dos anos, parte dos recursos chegaram a ser recuperados judicialmente pelo Estado. Empresas ligadas à operação devolveram valores milionários após decisões judiciais e acordos firmados durante as investigações. Agora, esa nova decisão impõe multa de R$ 3,4 milhões.

Os equipamentos, segundo o governo, seriam usados em UTIs para auxiliar pacientes com insuficiência respiratória grave.

As sanções somam R$ 2 milhões contra a Remocenter Remoções e Serviços Médicos Ltda., R$ 1,1 milhão contra a TS Eletronic do Brasil Indústria e Comércio Ltda. e R$ 320 mil contra a MMJS Desenvolvimento e Licenciamento de Programa Ltda.

Com a decisão do governo catarinense, as empresas serão notificadas e terão prazo de 10 dias para apresentação de recurso ou 30 dias para efetuar o pagamento das multas.

Ao longo dos anos, investigações apontaram uma série de irregularidades no processo de compra dos aparelhos, incluindo falhas administrativas, movimentações financeiras suspeitas e participação de empresas intermediárias.

A coluna não conseguiu localizar a defesa das empresas.

Outro caso

A coluna mostrou neste mês outro caso semelhante envolvendo a pandemia de Covid-19. Em uma investigação distinta, um empresário acusado de fornecer ventiladores pulmonares usados como se fossem novos fechou acordo com o Ministério Público Federal (MPF).

O objetivo de Diolindo Taveira Filho é evitar responder a processo após admitir irregularidades em contratos de equipamentos destinados ao enfrentamento da pandemia.

Indiciado por fraude, o empresário concordou com um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) oferecido pelo Ministério Público. Os termos do acordo não foram revelados, mas, conforme a lógica dos ANPPs, envolvem confissão de crime e pagamento de valores.

A homologação do acordo deve ocorrer no próximo mês.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações