Flávio vai ao STF contra Lula por nova fala sobre "traidores"
A defesa de Flávio Bolsonaro entrou com pedido dentro de notícia-crime no STF por considerar que Lula reiterou falas que configuram ameaça

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolou, nesta terça-feira (28/7), uma petição junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro de uma notícia-crime já existente contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O documento, endereçado ao ministro Kassio Nunes Marques, acusa Lula de reiterar falas que configurariam os crimes de ameaça e incitação ao crime ao associar a figura de “traidores da pátria” à pena de morte por enforcamento.
De acordo com o documento da defesa de Flávio, o novo episódio ocorreu em 20 de julho, durante a convenção do Partido Democrático Trabalhista (PDT), em Brasília.
Na ocasião, Lula teria afirmado que, no passado, “traidor era enforcado, porque trair a pátria é algo muito grave”. O presidente, segundo argumenta a defesa de Flávio, prosseguiu dizendo que o Brasil tem hoje “vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para os Estados Unidos impor punição ao Brasil”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraPara os advogados do senador, o destinatário da fala é claro, Flávio Bolsonaro. Para a defesa, “não se trata de “mera metáfora histórica”, mas de um silogismo deliberado: se traidores devem ser enforcados e o senador é considerado um traidor, logo, ele deveria ser enforcado”.
Queixa atual e anterior
A queixa original da defesa, que já é analisada no STF baseia-se em um discurso de Lula, em 2 de junho de 2026, em Catalão (GO). Naquela ocasião, o presidente mencionou Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, afirmando que ele foi enforcado por trais a Pátria. Na ocasião, Lula chamou Flávio de “vendilhão da pátria”.
Para a defesa, a repetição dessas falas, mesmo após a apresentação da primeira notícia-crime, “demonstra o dolo do presidente e uma estratégia sistemática de incitação à violência política como instrumento de disputa eleitoral”.
Fala de Lula
No documento, o argumento é de que a fala do chefe do Executivo possui alto poder de mobilização e que, ao associar um adversário político à morte, o risco à integridade física do senador torna-se “concreto e atual”.
Diante dos fatos, a petição requer:
- A junção dos novos relatos ao processo original no STF
- A apuração das condutas de ameaça e incitação ao crime
- A instauração de um inquérito originário perante o STF para a responsabilização do presidente Lula.
O caso agora aguarda análise do ministro relator do caso no STF, Alexandre de Moraes.




