Fachin reúne-se com chefe da Interpol para tratar de crime organizado
Interpol apresentou estratégia para identificar bens e ativos ligados a organizações criminosas e “desidratar” suas fontes de recursos

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reuniu-se com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, e com o diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Murad, na noite desta quinta-feira (20/8).
O encontro foi articulado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, conforme mostrou a coluna nesta quinta, e teve como objetivo aproximar a Interpol do Poder Judiciário e fortalecer a cooperação transnacional no combate ao crime organizado e na recuperação de ativos.
Fachin apresentou prioridades do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também preside, como o mapa nacional do crime organizado, a investigação patrimonial e o uso de inteligência.
O ministro também ressaltou os avanços do Brasil em governança e tecnologia. Destacou que o Judiciário brasileiro tem atualmente 100% dos processos digitalizados e uma base on-line com dados de 75 milhões de processos em andamento, o DataJud, além do uso de inteligência artificial na gestão processual.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraUrquiza, primeiro brasileiro a ocupar o cargo mais alto da Interpol, afirmou que pretende apresentar, em novembro, à Assembleia Geral da organização uma ferramenta desenvolvida para desarticular financeiramente organizações criminosas, por meio da identificação de bens e ativos vinculados a atividades ilícitas no exterior.
“Nosso foco é desidratar a fonte de sustentação do crime organizado. A Interpol identifica os ativos e, em seguida, esse trabalho alimenta o sistema jurídico para a atuação dos julgadores por meio da cooperação internacional”, ressaltou Urquiza.
As instituições concordaram em manter diálogo permanente para desenvolver mecanismos conjuntos de inteligência e segurança.
Também discutiram a capacitação de magistrados que integram a rede de juízes criada pelo CNJ para o enfrentamento do crime organizado, com foco na troca de boas práticas e na formação sobre o novo marco jurídico e a legislação antifraude e antifacção.




