Manoela Alcântara

Desembargador do TRF-2 preso contesta provas da PF e nega vazamento

Defesa aponta falhas na cronologia e nega encontro de Bacellar com desembargador em churrascaria

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 imagem colorida desembargador macário ramos júdice neto - Foto: Reprodução

O desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) resposta na qual contesta a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e aponta falhas na investigação da Polícia Federal (PF) sobre o vazamento na Operação Zargun, em setembro do ano passado.

Macário está preso desde dezembro de 2025, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, e foi denunciado pela PGR por obstrução de investigação relacionada ao vazamento de informações sigilosas sobre a operação que mirava o ex-deputado TH Joias.

Em manifestação apresentada ao STF, a defesa sustenta que a investigação se baseia em inconsistências e contradições.

Os advogados afirmam que não houve encontro entre o desembargador e o ex-deputado Rodrigo Bacellar em uma churrascaria. Segundo a defesa, dados de localização dos celulares indicam que ambos não estavam no mesmo local às vésperas da operação.

A defesa destaca ainda que a cronologia apresentada pela PF indica que o vazamento teria ocorrido por volta das 22h, mas o alvo da operação, TH Joias, já demonstrava conhecimento prévio das medidas ainda à tarde — o que, segundo os advogados, enfraquece a hipótese de que a informação tenha partido do desembargador no horário indicado.

“A defesa ressalta as incongruências e as ilações produzidas pela acusação. Na própria investigação da PF, consta a apuração dos sinais dos celulares de Bacellar e do desembargador. E esse levantamento atesta que eles não estiveram na citada churrascaria, naquela noite, como defendeu a PF no pedido de prisão preventiva”, afirma o advogado Patrick Berriel, que defende o desembargador.

Apesar da manifestação, o material ainda não foi analisado pelo relator.

Denúncia

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou denúncia ao STF contra Bacellar, TH Joias e Macário Ramos por obstrução de investigação relacionada ao vazamento de informações sigilosas para o CV.

O material foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes em 13 de março. Além dos três, a PGR também denunciou outras duas pessoas:

  • Jéssica de Oliveira Santos
  • Thárcio Nascimento Salgado

Segundo a denúncia, Macário tinha conhecimento prévio da operação da PF contra TH Joias, marcada para 3 de setembro do ano passado, e teria atuado para “atender a interesses ilícitos de organização criminosa” ao avisar sobre a ação.

Gonet destaca que a operação da PF tinha como principal alvo TH Joias. No entanto, quando os agentes foram ao gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), não encontraram computadores nem mídias na sala.

“As imagens do sistema de câmeras do condomínio onde está situada a residência de Thiego Raimundo [TH Joias], obtidas no curso das investigações, confirmam o conhecimento prévio do investigado sobre as providências cautelares e detalham a dinâmica de retirada de bens e objetos para frustrar a ação policial”, escreveu Gonet na denúncia.

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