Manoela Alcântara

“Bezerro de ouro”: Dino critica juiz que enriquece a qualquer custo. Veja vídeo

Flávio Dino, do STF, ministrou aula magna a futuros juízes e frisou que “tanta gente se perde” ao tentar enriquecer a qualquer preço

atualizado

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Em aula magna, realizada na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu que magistrados devem ter conduta ilibada, saber passar pelos desafios sem se corromper. Aos futuros juízes que ingressaram no 1° semestre de 2026 do Curso de Especialização em Direito Público e Privado, no Rio de Janeiro, Dino usou uma citação bíblica recorrente em seus discursos, o do “bezerro de ouro”.

Ao usar passagem bíblica de Moisés como uma metáfora para os desvios éticos no mundo do direito: “Vocês sabem qual é o bezerro de ouro do direito? Enriquecer a qualquer preço, a qualquer custo. Tanta gente que se perde nisso. Se dedica, estuda, vira juiz, vira magistrado, depois é punido”, analisou Dino. Veja vídeo:

O ministro ainda ressaltou lembrou aos que começam os estudos sobre as prisões dos profissionais que se dedicam, estudam, mas acabam presos por lavagem de dinheiro:

“Tanta gente que se perde nisso. Se dedica, estuda, vira juiz, vira magistrado, depois é punido. Tanto de advogado que lutou no ProUni (Programa Universidade para Todos)… para trabalhar e, quando vê, tá preso por lavagem de dinheiro. Isso é bezerro de ouro. Isso é o desvio do caminho. É no tempo da escuridão e do deserto que você tem que reforçar a sua fé, e neste caso a nossa fé laica é a fé nos direitos constitucionais”, concluiu o ministro do STF.

Dino ainda falou de ações importantes de sua relatoria no STF como a das emendas parlamentares, herdada da ministra Rosa Weber. Seguiu com o discurso de responsabilidade fiscal e social.

“Nós tivemos, a partir da Lei de Responsabilidade Fiscal, uma espécie de chamamento à compreensão de que responsabilidade fiscal e social, para serem ambas verdadeiras, têm que caminhar de mãos dadas. É disso que o STF tem tratado, porque não há dúvidas de que os direitos têm primazia; não há dúvidas de que, sem eles, os profissionais que aqui estão não têm lugar no mundo. Porque, se nós não formos os profissionais da esperança, da alegria e da felicidade, se formos apenas os profissionais do ‘não’ ou da punição, seremos crescentemente descartáveis e também odiados. Não há dúvidas de que temos que falar sempre dos direitos”, analisou na palestra.

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