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Manoela Alcântara

Aliada de Vorcaro diz ao STF que não dormiu por vibrações de tornozeleira

A empresária Ana Cláudia Paiva é apontada pela PF como responsável por efetuar os pagamentos do grupo chamado "A Turma", de Vorcaro

15/10/2026 16:34
Material cedido Metrópoles
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Apontada pela Polícia Federal (PF) como organizadora dos pagamentos para o grupo “A Turma”, de Daniel Vorcaro, Ana Cláudia Paiva informou ao STF que passou noite em claro por alertas sonoros e vibrações de sua tornozeleira eletrônica.

Disse ainda que ligou por mais de 20 vezes para os números informados quando a tornozeleira foi instalada, mas não obteve retorno.

“Na noite de 8 de outubro, em casa, cumprindo a medida, ela passou a noite em claro sob alertas e vibrações, sem conseguir falar com a central nem corrigir a falha“, informou a defesa de Ana Cláudia ao STF.

Ela é sócia da empresa Super Empreendimentos. Segundo investigações da PF, participava da realização e gestão de transferências financeiras destinadas a custear atividades desempenhadas por integrantes da milícia privada. Foi alvo da operação Compliance Zero em março deste ano e desde então usa tornozeleira eletrônica.

Prevenção

Ana Cláudia afirmou em documento endereçado a André Mendonça, relator do caso no STF, que comunicava a falha na tornozeleira para “se resguardar”.

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A empresária pediu substituição da tornozeleira após afirmar que o equipamento passou a emitir sinais sonoros, acompanhados de vibração, que em sete meses de uso nunca havia emitido.

Segundo Ana Cláudia, os alertas repetiram-se sem parar, em média a cada 15 minutos, e isso se estendeu durante toda a noite e a madrugada. Enquanto isso, ela tentava falar com gestão do equipamento sem sucesso.

Área de inclusão

Na manhã seguinte, logo que retomado o atendimento presencial, o advogado de Ana foi à sede da Diretoria de Gestão e Monitoramento Eletrônico (DME), do Departamento Penitenciário de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Lá, os policiais penais responsáveis verificaram que a área de inclusão dela (que desde março era o Município de Belo Horizonte, de sua residência, a que está restrita a sua locomoção) havia sido alterada internamente para Ibirité, na região metropolitana, com a exclusão de Belo Horizonte. Essa seria a causa dos alertas. A informação foi corrigida.