
Lucas PasinColunas

Xamã revela ponto fraco de Anitta e expõe bastidores da “fase zen”
Em entrevista ao Metrópoles, Max Tovar conta o exercício que desmontou Anitta e virou a chave da nova fase espiritual da cantora
atualizado
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“Um chamado para aqueles que buscam beleza nos momentos fugazes e desejam se reconectar com sua verdade interior.” É assim que a xamã Max Tovar faz convida para uma jornada, em seu novo livro, “Musculatura da Alma”, que tem a assinatura de Anitta, sua pupila mais famosa, no prefácio. E uma ponte se construiu entre as duas desde que a cantora teve um ponto de virada e mudou completamente sua vida pessoal e profissional, em sua “nova fase zen”.
Em entrevista exclusiva a este colunista do Metrópoles, Max detalhou como foi trabalhar justamente a parte que Anitta menos sabe dominar: a pausa. Segundo ela, entre tantos exercícios propostos à cantora, houve um que mexeu mais que todos e provocou uma virada no processo de autoconhecimento.
“O mais desafiador para a Larissa [nome de batismo de Anita] foi desacelerar. Pode parecer simples, mas para alguém com o ritmo e a intensidade dela, parar, silenciar e sustentar a atenção no próprio mundo interno é um treino profundo. Propus práticas de presença, de respiração e de autocompaixão que exigiam um compromisso real com o agora. O ponto de virada aconteceu quando ela se permitiu entrar nesse lugar de vulnerabilidade, deixando de lado a lógica da performance e da entrega imediata. Esse espaço de pausa trouxe insights importantes e reorganizou a relação dela consigo mesma. A partir dali, mudanças naturais começaram a acontecer: mais clareza, mais equilíbrio e um olhar mais amplo sobre a vida e sobre o outro.”
A presença de Anitta nessa fase mais espiritual é vista por muitos como uma vitrine. E a própria Max reconhece que não há como fugir disso. Ainda assim, ela enxerga efeitos que vão além da curiosidade nas redes. Segundo a xamã, o impacto é mais amplo e atinge quem acompanha a cantora e decide olhar para dentro também.
“Vejo de forma muito positiva o fato de alguém com o alcance da Anitta abrir espaço para falar de espiritualidade e autoconhecimento. Quando uma figura pública se permite mostrar suas buscas internas, ela legitima esse movimento para quem acompanha sua trajetória. Isso inspira, aproxima e dá coragem para muita gente que talvez nunca tivesse considerado olhar para si de maneira mais profunda.”
E completa: “Claro que existem desafios. A exposição traz expectativas e julgamentos, e nem sempre o público entende que cada processo é individual. Mas, na minha visão, os benefícios superam os riscos quando tudo é feito com autenticidade. A Larissa não se coloca como dona de verdades. Ela compartilha o que vive, do jeito dela, e isso tem um impacto real. Essa postura abre espaço para que outras pessoas se sintam autorizadas a iniciar seu próprio caminho, sem medo de errar, sem pressão por perfeição e com mais abertura para o que faz sentido de verdade.”
Nascimento nas quedas
No livro, Max Tavor passeia por teoria, prática e memórias pessoais. Ao relembrar o que a moldou como profissional, ela cita que a obra nasceu de vivências que não cabiam apenas em ensinamentos abstratos. As crises que enfrentou e as reconstruções que precisou fazer deram forma ao método que ela agora coloca no papel.
“A experiência que mais marcou e moldou o Musculatura da Alma foi o meu próprio processo de ressignificar momentos de dor e crise. Vivi fases em que precisei reinventar totalmente o meu olhar para mim e para o mundo, questionando padrões, crenças e até mesmo os meus métodos de autocuidado. Essas vivências despertaram a necessidade de transformar teoria em prática, trazendo o autoconhecimento para a vida real, com suas imperfeições e aprendizados constantes. O livro nasce desse lugar: de quem já caiu, levantou e entendeu que a musculação da alma se faz no dia a dia, com dedicação, paciência e uma certa dose de leveza.”
Por fim, Max apontou o ponto fraco mais comum de quem começa a trilhar o caminho do autoconhecimento. A xamã afirma que o erro não está em tentar, mas em acreditar que o processo é rápido ou confortável, algo que o livro tenta desfazer logo nas primeiras páginas.
“O erro mais comum é esperar que o autoconhecimento seja linear, rápido e confortável. Muita gente começa acreditando que vai encontrar respostas prontas ou transformações imediatas. Quando surgem as primeiras dificuldades, surge também a frustração. No Musculatura da Alma, deixo claro desde o início que esse é um processo vivo, cheio de movimentos, desafios e revisões internas. O livro convida a trocar pressa por presença, cobrança por constância e perfeccionismo por autocompaixão. A ideia é ajudar o leitor a entender que cada avanço, mesmo pequeno, já é parte do fortalecimento interno. O caminho não é fácil, mas é real e transformador quando existe compromisso verdadeiro.”








