
Leo DiasColunas

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Na noite desta sexta-feira (26/3), um intenso bate-boca agitou a sede da Liga Independente das Escolas de Samba, no Rio de Janeiro. Sim, caro leitor, a menos de um mês do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, o carnaval carioca vive uma verdadeira queda-de-braço nos bastidores. De um lado, a LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba), do outro, os donos dos camarotes mais badalados da Marquês de Sapucaí. O motivo? A Liga está exigindo ocupar o papel de intermediária na contratação de fornecedores, o que tem aumentado muito os custos do evento. Um dos empresários ouvidos pela nossa reportagem associou a prática ao comportamento típicos das milícias cariocas.
A crise provocou grande confusão na reunião realizada entre as partes na noite da sexta-feira (26/3) e os empresários chegaram a acusar a Liga de se portar como uma milícia. A coluna LeoDias ouviu um dos empresários, que preferiu não se identificar. Segundo ele, os camarotes já pagavam uma taxa conhecida como rolha para a LIESA, que intermediava a negociação para o fornecimento de bebidas em todo o Sambódromo, num esquema de monopólio. Agora, a Liga quer estender o esquema para todos os itens essenciais ao funcionamento de um camarote: da energia elétrica ao gelo.
O Sambódromo é um espaço público, cedido pela prefeitura da cidade à Liga Independente das Escolas de Samba durante o carnaval. Para as fontes ouvidas pela nossa reportagem, a Liga vem se comportando como se fosse proprietária do espaço. OS donos de camarote, inclusive, questionam o silêncio da administração municipal diante das atitudes tomadas pela LIESA.
“Eles querem colocar aluguel de luz, aluguel de som, gelo, a própria rolha, pro Sambódromo inteiro! Aí foram fazer o teste: ‘Ah, quanto custa esse equipamento de som aqui?’. Aí custava R$ 60 mil. Foram pedir pra eles: ‘R$ 120 mil’. Eles estão querendo ganhar de todos os lados. Eles cobram uma fortuna pelo espaço, você tem que se virar pra colocar luz, se preocupar com água, cuidar de banheiro, de tudo, e agora eles ainda estão querendo ganhar uma participação em cima do que cada um contrata. Se o nome disso não for milícia…”, acusa o dono de camarote.
A coluna procurou a assessoria de imprensa da LIESA, que não respondeu nossas mensagens até a publicação deste texto.
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