Leo Dias

Queernejo! Alice Marcone lança Pistoleira ao lado de Gabeu nesta quinta

“Pistoleira vem para mostrar o quão pop o sertanejo pode ser”, disse a cantora

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação
pistoleira
1 de 1 pistoleira - Foto: Divulgação

O sertanejo é potente e queer! A cantora e compositora sertaneja Alice Marcone lançará, nesta quinta-feira (3/12), Pistoleira, com a participação especial do cantor e compositor Gabeu na voz e composição. “Pistoleira vem para mostrar o quão pop o sertanejo pode ser, resgatando também referências do indie e do rock que foram muito importantes na minha vida”, disse ela.

A compositora revelou ainda que o single foi a primeira música que ela escreveu na vida: “A letra era inglês e, na época, eu achava que ela seria um pop rock alternativo, se um dia fosse produzida. Acredito que isso se transfere para a música agora, especialmente com a presença tão marcada do riff de guitarra e dos sintetizadores”, explica Alice.

 

Queernejo! Alice Marcone lança Pistoleira ao lado de Gabeu nesta quinta - destaque galeria
8 imagens
Alice Marcone
Ela lança hit com Gabeu
A música se chama pistoleira
Eles é um ícone do queernejo
Que une o sertanejo ao universo LGBTQIA+
A dupla pronta!
1 de 8

A dupla pronta!

Divulgação
Alice Marcone
2 de 8

Alice Marcone

Ela lança hit com Gabeu
3 de 8

Ela lança hit com Gabeu

A música se chama pistoleira
4 de 8

A música se chama pistoleira

Eles é um ícone do queernejo
5 de 8

Eles é um ícone do queernejo

Reprodução
Que une o sertanejo ao universo LGBTQIA+
6 de 8

Que une o sertanejo ao universo LGBTQIA+

Reprodução
Reddy também faz parte desse ritmo
7 de 8

Reddy também faz parte desse ritmo

Que tem crescido
8 de 8

Que tem crescido

Sem deixar de lado suas referências, a artista, em parceria com o produtor musical Fábricio Almeida, construiu novas ideias acerca da própria sonoridade. E, com a colaboração de Gabeu, resultou em um “sertanejo tradicional mesclado a um pop rock dançante e envolvente”.

“Também foi super importante, enquanto a primeira música que eu compus conjuntamente com alguém, para o meu próprio processo de me abrir para composições colaborativas. Entendi como outras vozes e ideias podem, na verdade, potencializar e dar ainda mais alternativas para os conceitos que eventualmente eu já tenha definido”, Alice pontua.

O deboche X masculinidade tóxica e engessada

Durante o bate-papo, Alice também pontuou que a experiência em compor com Gabeu trouxe a canção um ar debochado necessário à narrativa. “Eu tendo a ser lírica demais, às vezes até de um jeito meio cafona, e a personalidade debochada dele trouxe um humor muito interessante para a música, para a letra e para o som. Nada como o deboche para desconstruir uma masculinidade engessada e propor uma feminilidade empoderada, que sabe se defender, sabe o que quer e sabe muito bem usar uma pistola”, analisa.

“Foi a primeira vez que eu compus e produzi uma música em conjunto. Até então, só tinha colocado ideias minhas em prática. Foi muito gratificante me identificar com as ideias, a composição e a sonoridade da Alice. Em um determinado momento, a gente sentiu a necessidade de rever a melodia da canção e fomos lapidando até chegarmos no que a gente queria. Inclusive, terminamos tudo no próprio dia de gravação, a caminho do estúdio”, contou Gabeu rindo.

Alice não para: e 2020 foi só o começo!

Apesar do contexto pandêmico, durante 2020 Alice pôde fortalecer outras facetas de sua carreira: atuou como apresentadora e roteirista do reality show Born To Fashion (E!), o primeiro com um elenco formado 100% por mulheres trans no Brasil; ao lado de Gali Galó e Gabeu ajudou na produção e execução do Fivela Fest, numa primeira edição totalmente online; e também vem pré-produzindo seu primeiro disco de carreira, previsto para lançamento total em 2021.

“Para o ano que vem, espero que o Fivela Fest comece a tomar formas ainda mais concretas e possa acontecer também presencialmente, no possível fim dessa pandemia. Também pretendo lançar meu primeiro álbum de estúdio. Espero que esse lançamento consagre de uma vez por todas a potência que o sertanejo tem de falar sobre a história do Brasil e de suas relações e tensões raciais. De falar de amor e enaltecer a afetividade de uma mulher travesti; e do resgate da cultura popular brasileira dos interiores e imaginários caipiras. Quero seguir ocupando cada vez mais espaço nesse audiovisual brasileiro, explorar minhas pesquisas com terror, ficção científica e fantasia, e usar disso tudo como instrumento para falar da pesquisa que realmente toca no fundo da minha alma: a história do sertanejo”, planeja a artista.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?