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Leo Dias

Politicamente correto em live, Eduardo Costa esquece de ser Eduardo Costa

Ele é fruto do campo, da pobreza, e tem uma enorme falta de bom senso. Ele é absolutamente infeliz nas palavras

13/06/2020 20:56, atualizado 13/06/2020 21:27
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Ramon Machado/Divulgação
Politicamente correto em live, Eduardo Costa esquece de ser Eduardo Costa

Eduardo Costa nasceu para a indústria musical graças à pirataria de CDs no final dos anos 1990. Ele gravou um CD e um charlatão colocou a imagem de Zezé Di Camargo para vender. O trabalho explodiu nos puteiros, porta-malas de carros e nos ambientes mais populares do país.

Ele é fruto do campo, da pobreza, e tem uma enorme falta de bom senso. Ele é absolutamente infeliz nas palavras. No dia que eu fui à casa dele, ele me recebeu da seguinte maneira: “Tem cocaína aí, quer?”. Meu silêncio respondeu, até porque sabia que ele não usa droga.

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De como ele se redescobriu
Afirma que, atualmente, o artista depende dele mais que gravadora
Eduardo é sertanejo
O músico é sucesso n Brasil
Sucesso
E sentiu novamente prazer em cantar
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E sentiu novamente prazer em cantar

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De como ele se redescobriu
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De como ele se redescobriu

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Afirma que, atualmente, o artista depende dele mais que gravadora
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Afirma que, atualmente, o artista depende dele mais que gravadora

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Eduardo é sertanejo

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O músico é sucesso n Brasil
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O músico é sucesso n Brasil

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O resultado da live do “Cabaré” foi um caos. Ele chorou, ameaçou abandonar a carreira e até cancelou a live seguinte. Famoso pelo romantismo, ele escolheu o Dia dos Namorados para cantar. Ele queria que o foco fosse a música, e não ele.

Eduardo Costa, que sonha em ser ator de Hollywood (acredite), apareceu de dreads nos cabelos para parecer sei lá o quê. Inspiração no cinema, fato. Foram 80% de sucessos próprios, audiência dentro da expectativas, primeiro lugar no Twitter e seis grandes empresas patrocinando.

Resultado super positivo. Correto? Mais ou menos. A Coluna Leo Dias adora suas asneiras, suas bizarrices e seu linguajar. Eduardo fala a língua do Brasil. Ele fala a língua dos botecos. E isso acaba sendo divertido.

Na live, Eduardo Costa era outro. Falou pouco, cantou pouco e limitou-se a contar histórias publicáveis de seus relacionamentos. Eduardo não foi Eduardo. Vale criticar algo: há uma clara busca na imprensa por notícias polêmicas e que não foca na música, mas o sucesso da pessoa, deve-se a ela.

Numa sociedade politicamente correta, Eduardo está fora das pautas. Mas quem sou eu para criticar alguém que é politicamente incorreto? Tudo tem limite. Eduardo (e eu) precisamos só de um limite.