
Leo DiasColunas

Plataforma machista? Spotify privilegia homens em recomendações
Após nove anos de pesquisa, estudo de universidades da Holanda e da Espanha concluem que plataforma privilegia homens
atualizado
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Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Utrecht, da Holanda, e pela Universidade Pompeu Fabra, da Espanha, concluiu que o Spotify privilegia os homens na hora de recomendar músicas aos usuários da plataforma. No total, os 330 mil usuários estudados durante nove anos só tinham 25% de artistas mulheres entre as músicas que costumam escutar no aplicativo.
É possível encontrar recomendações, feitas por algoritmos, em vários lugares do aplicativo. A sugestão constante de artistas homens seria uma das grandes causas dos resultados encontrados no levantamento.
Por ser um ferramenta que teoricamente é passível de controle, alterar os algoritmos seria uma das formas de tornar o mercado da música mais justo, sem que o gênero do artista resultasse numa oferta maior ou menor aos usuários.
Esta não é a única dúvida que paira sobre os critérios do algoritmo da plataforma. Como esta coluna revelou, com exclusividade, existe um esquema chamado de Máfia do Spotify, em que gravadoras pagam a donos de playlists não-oficiais da plataforma, para inserir as músicas de seus contratados nas tais listas de músicas. Como resultado, hits são fabricados do dia para a noite, de forma artificial.










