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Medina sobre veto do COB a Yasmin: “Fui prejudicado e injustiçado”

O surfista vive o seu melhor momento na carreira e vem sendo acompanhado pela modelo nas competições desde o início do ano

atualizado 27/06/2021 16:17

Yasmin Brunet e Gabriel MedinaReprodução/Instagram

Cada atleta tem direito a levar uma pessoa como parte de seu staff aos Jogos Olímpicos de Tóquio. Gabriel Medina, atual número 1 no mundo no surf e esperança de medalha de ouro, indicou sua esposa, Yasmin Brunet, mas teve seu pedido negado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). O surfista vive o seu melhor momento na carreira e vem sendo acompanhado pela modelo nas competições desde o início do ano. Ela é responsável pela sua estatística, nutrição e apoio mental devido aos problemas que vem enfrentando com sua família. E o veto causou um imbróglio entre Medina e o COB: “Me sinto prejudicado e injustiçado”.

“Estou me sentindo injustiçado porque escolhi a Yasmin não como minha esposa. Ela é meu staff oficial desde o início do ano. Inclusive, ela tem funções técnicas que já foram especificadas ao COB. Não estou sendo respeitado. Enquanto isso, todos os outros surfistas estão levando quem eles nomearam. A Tatiana (Weston-Webb) levará o marido e o Ítalo (Ferreira), um amigo. Eles estão certos. Escolheram pessoas que estão ali no dia a dia ajudando e trabalhando de alguma forma. Esse é meu melhor ano, estou liderando o ranking mundial e nunca tive tantos bons resultados seguidos. Não quero tirar vantagem nenhuma como já disseram por aí. Não acho que o COB me deu uma justificativa plausível. Negaram a ida da Yasmin alegando que ela não é técnica ou coach. E outros surfistas não estão levando técnicos. Quem acompanhou o tour sabe que ela me acompanhou em todas as etapas deste ano”, disse Medina em entrevista ao jornal O Globo.

Entre as funções de Yasmin, Medina cita a filmagem de seus treinos e baterias e a de seus adversários, análises estatísticas, como, por exemplo, quantas ondas ele surfou ou quantas manobras realizou, suporte nutricional durante as competições, ajuda com a logística, criação de estratégias mentais e apoio psicológico. “Estou passando por um momento complicado na minha relação familiar, e essa é uma função importantíssima para mim neste momento. Ainda mais no surfe, que é um esporte que tenho que estar bem mentalmente e psicologicamente”, comentou ele.

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“Eu e minha família infelizmente estamos numa situação chata, complicada. Gostaria de não entrar em detalhes neste momento. Só quero focar no surfe, no tour, na Olimpíada. Muitas pessoas me julgam, falam histórias. Há muitas matérias publicadas sobre o assunto mas nada é verídico. As pessoas falam muito, opinam muito sobre o que não sabem. Mas estou tentando não me preocupar com isso. É difícil, mas com a ajuda da Yasmin estou conseguindo passar bem por essa situação. Porque, na real, ninguém sabe o que eu estou passando. Nem sei como esse ano tem sido meu melhor ano nas competições. Preciso ter muita paciência e profissionalismo. Mas um dia as pessoas saberão”, afirmou o surfista.

Medina ainda comparou a atuação de Yasmin a de seu padrasto, Charles Saldanha, que foi seu técnico durante 16 anos. “Ela é a pessoa com quem me sinto bem e confortável para poder competir. Como foi com o meu padrasto por vários anos. Sempre me perguntaram: ‘Por que você não contrata um coach que surfa, que tem experiência com o surfe?’. O Charles não tem formação e no final era o cara com quem me sentia bem. Tínhamos um método de trabalho e eu me sentia tranquilo em competir e viajar com ele aonde fosse. Quem surfa sou eu e eu me sinto completo mentalmente com uma pessoa que está ali para me ajudar em tudo. Não deveriam seguir padrão. Cada um tem um jeito de funcionar… Eu sou assim. Funcionou bem durante anos com o Charles e agora está funcionando bem com a Yasmin”, garantiu Medina.

“Vou lutar pelos meus direitos até o fim. Peço muito a ajuda e a compreensão do COB. Só quero chegar no Japão preparado e com o staff que escolhi para competir da melhor forma possível e brigar pelo ouro. Eu estou muito triste e decepcionado. Me sinto prejudicado e injustiçado. Já está me prejudicando porque eu não queria que isso fosse uma questão. Está sendo um desgaste enorme brigar pelos meus direitos. E corro o risco de ser o único surfista brasileiro a ir sem o staff”, finalizou o surfista.

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