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Leo Dias

Gilmar Mendes autoriza exibição de Linha Direta sobre Henry: "Censura"

O ministro Gilmar Mendes, do STF, decidiu a favor da emissora e o programa vai ao ar nesta quinta-feira (18/5)

18/05/2023 09:37, atualizado 18/05/2023 09:47
Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Leniel Borel, pai do menino Henry morto em 8 de março

O ministro Gilmar Mendes, do STF, decidiu que o programa Linha Direta sobre o assassinato de Henry Borel poderá ser exibido nesta quinta-feira (18/5). A defesa de Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Dr. Jairinho, acusado de matar a criança, conseguiu uma liminar para derrubar o episódio na quarta-feira (17/5), mas a Globo recorreu.

Na decisão, o ministro citou que a defesa de Jairinho tinha o “claro propósito de censurar a exibição da matéria jornalística de evidente interesse público”. Sobre a decisão contra a exibição, tomada pela juíza Elizabeth Machado Louro, ele escreveu:  “A eminente magistrada extrapola os limites de suas funções judicantes para se arvorar à condição de fiscal da qualidade da produção jornalística de emissoras de televisão”.

Em entrevista ao Notícias da TV, antes que a liminar fosse derrubada, o pai de Henry declarou: “A defesa do Jairo é covarde! Tem medo da verdade e das robustas provas que serão apresentadas. Mas a verdade não faz curva e virá no tribunal”.

O caso

Jairo Souza está preso desde abril de 2021 pela morte do menino Henry Borel. A mãe da criança, Monique Medeiros, foi denunciada como cúmplice. A criança era enteada do ex-parlamentar e tinha 4 anos de idade.

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Médicos constataram sinais de espancamento no corpo do menino, e testemunhas apontaram o então parlamentar como autor das agressões. Jairo Souza alega inocência. Ele perdeu o mandato na Câmara do Rio e teve seu registro médico cassado.