
Leo DiasColunas

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Muitas pessoas que começam a produzir videos para o YouTube não entendem os motivos de alguns vídeo serem retirados do ar. O que fazer para que suas produções não sejam pegas pelo “machine learning”, o temido software censor da plataforma?
O site é espaço altamente democrático — qualquer pessoa tem acesso e pode postar seus trabalhos, esbanjando criatividade. Porém, alguns youtubers produzem conteúdos que reforçam discursos não mais aceitos e podem prejudicar ou ofender pessoas.
Os temas que mais fazem o YouTube apagar vídeos são: direitos autorais, materiais que incitam o ódio ou violência, vídeos com ameaças, incitação ao suicídio, cenas de sexo explicito e conteúdos que levam à falsificação de identidade e ao bullying. Um caso recente foi da extremista Sara Giromini, que teve seu canal apagado após expor o nome da menina de 10 anos estuprada pelo tio nas redes sociais.
A plataforma possui um poderoso software que consegue entender centenas de palavras, idiomas e imagens que são detectadas imediatamente. Caso ultrapassem os princípios editoriais, os usuários recebem 3 avisos de alerta e, só depois, caso não cumpram as diretrizes, o vídeo é retirado do ar. A plataforma informou à coluna que 94% das pessoas que recebem o primeiro aviso não chegam a receber o segundo.
“A prioridade do YouTube tem sido cumprir nossa responsabilidade e enfrentar os desafios para manter nossa plataforma aberta e democrática, mas também segura. Esse trabalho se concentra em quatro pilares, que chamamos de 4 Rs de responsabilidade: remover conteúdo que viola nossas políticas de comunidade, recomendar conteúdo de fontes confiáveis, reduzir a disseminação de conteúdo no limite de nossas políticas e recompensar criadores confiáveis.”, completou a assessoria do YouTube.
A plataforma disponibilizou uma página com todas as regras para que os usuários possam se orientar e entender mais sobre as principais diretrizes e produzirem conteúdos incríveis.
Reportagem de Dan Beligoli
