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Casas de shows explicam medidas para retomada de eventos após pandemia

Especialistas acreditam que apenas em 2022 os estabelecimentos voltarão a funcionar normalmente

atualizado 06/08/2021 16:43

Como falamos nesta quinta-feira (5/8), a coluna Leo Dias vai trazer uma série de reportagens sobre a reabertura das casas de shows que vem acontecendo gradativamente pelo Brasil, graças a vacinação contra a Covid-19 que acontece em todo o país e a conscientização da população. Para a volta das apresentações, principalmente no eixo Rio-São Paulo, estratégias precisaram ser tomadas para que os estabelecimentos pudessem voltar às atividades com segurança, como revelou à coluna Marco Antônio Tobal Junior, sócio diretor do Grupo São Paulo Eventos, que administra as casas Espaço das Américas, Expo Barra Funda e Villa Country, em São Paulo.

No dia 24 de julho, o Espaço das Américas, que tem capacidade para 8.500 pessoas mas funciona hoje com 20% da capacidade, abriu suas portas pela primeira vez desde que foi decretado o fechamento dos estabelecimentos no Brasil no início da pandemia, em 2020. O show do cantor Fabio Jr., que consagrou essa volta, teve os ingressos esgotados nos primeiros dias. Mas para que ele fosse realizado, a casa precisou passar por uma série de reformulações, discutidas em abril.

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“Conforme os protocolos de distanciamento, as mesas, por exemplo, precisam ter um metro e meio de distância entre elas. As cadeiras, um metro de distância. A mesa só pode ser vendida para um único cliente cada, para que ela seja ocupada por pessoas do mesmo convívio social e não por estranhos. O público também precisa estar sempre de máscara, só tirar quando for consumir alguma coisa”, conta Tobal.

Funcionários da casa também receberam novos treinamentos. “A nossa Brigada de Incêndio ganhou reforço no treinamento, contratamos mais recepcionistas, toda a equipe usa luvas, máscaras e proteção e a casa passa por sanitização e higienização antes de cada evento. Existe uma responsabilidade 360 graus. Eu preciso atender, como pessoa jurídica, e o artista, como pessoa física, ainda me exige. Eles querem ter a certeza de que está tudo certo para poder se apresentar com responsabilidade, porque é a imagem dele que está em jogo, que está sendo exposta, senão ele pode receber críticas”, fala o empresário.

Driblando as críticas

Por falar em críticas, Tobal recebeu muitas delas quando anunciou, ainda em abril, a volta dos espetáculos. “Nas nossas redes sociais, metade dos comentários eram negativos, mas íamos respondendo o público, explicando como essa volta iria acontecer e eles foram entendendo. Por isso, o show do Fabio Jr. foi tão especial. Todos estavam lá com vontade de estar, e todo mundo respeitou as normas. O público aceitou. Entenderam que tinham que se comportar e assim foi. Claro que fiquei preocupado antes, porque não depende só da gente, mas houve o respeito e foi muito gratificante. As mais de mil pessoas na casa respeitaram os protocolos”, comemora.

Com a atual situação, não podendo lotar a casa e precisando arcar com todos os custos, os ingressos sofreram um reajuste. Tobal informou que o aumento foi de 15% a 20% do valor antes da pandemia. “Mesmo com a capacidade reduzida, a gente tinha que tentar manter o faturamento. Óbvio que o mesmo de antes, impossível. Fizemos da melhor forma, senão a conta não fecha. E que fosse da melhor forma para o cliente também. Ainda estamos na busca pela rentabilidade e pela recuperação do prejuízo que tivemos”, explica.

“Normalidade em 2022”

O empresário acredita que a normalidade deve acontecer no início do primeiro semestre de 2022: “É uma expectativa pessoal porque o panorama da pandemia está sempre mudando. Acho que no pós-Réveillon, o cenário estará liberado. Até o final deste ano será um avanço gradativo, mas em 2022 acredito que as coisas voltarão a normalidade”.

Tobias lembra ainda de como foi difícil manter os estabelecimentos do Grupo São Paulo Eventos fechados em 2020. “Foi uma tragédia, desafiador, como empresário do show business. A interrupção foi de 100%, enquanto que nos outros setores foi de 20% e 30%. Era o público querendo os ingressos de volta, clientes pedindo a devolução do evento. Outra coisa foi a imprevisibilidade da situação. Tinha que esperar três meses, seis meses, nove meses? Ninguém sabia. Não havia base estratégica, o que é fundamental. Preciso de planejamento. A gente não fecha um show de um dia pro outro. O desafio foi grande. Tem sido ainda”, confessa Tobias.

A previsão de abertura das outras casas do grupo, a Expo Barra Funda e Villa Country, é para setembro. “Usaremos o mesmo protocolo de segurança nas outras duas. A Villa Country está funcionando atualmente como bar e restaurante apenas e a Expo Barra Funda está fechada. Só usamos para gravações de clipe e realização de lives, mas acredito que em setembro todas estarão funcionando no mesmo esquema que o Espaço das Américas”, informa o empresário.

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