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PT vai lançar drag queen como candidata a deputada federal pelo DF

Ruth Venceremos é ativista das causas de minorias, tem trajetória política no MST e em coletivo LGBTQIA+ fundado em Brasília

atualizado 02/12/2021 16:31

Ruth VenceremosMaterial cedido ao Metrópoles

Sob testemunho da presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), a drag queen Ruth Venceremos se filiou à sigla, na última quarta-feira (1º/12), para concorrer no ano que vem a uma das 8 cadeiras da bancada da Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal.

Ruth tem origem no Movimento Sem Terra (MST), onde atua desde os 13 anos de idade, e atualmente integra a coordenação nacional de educação da entidade. Ela também é diretora do coletivo artístico Distrito Drag, fundado há quatro anos no Distrito Federal, para difundir a cultura da comunidade LGBTQIA+ e integrar pautas de direitos humanos.

 “Minha pré-candidatura tem um sentido simbólico e histórico, de um corpo negro, LGBTQIA+ e drag queen para movimentar as estruturas e transformar o Brasil”, afirmou.

A drag queen brasiliense quer disputar a Câmara Federal para atuar na “defesa da democracia, que tem sido alvo constante de ameaças do projeto bolsonarista”.

 

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Representatividade

A pouca representatividade LGBTQIA+ no Congresso Nacional é outro ponto que estimula a ativista a ingressar na política formal.

“Como pessoa negra e LGBTQIA+, percebo que somos excluídos dos processos de decisão sobre os rumos do Brasil. E isso é uma demonstração dos que, historicamente, mantêm o controle econômico e político do Brasil, que nos querem ver longe do poder para que sigamos relegados à marginalização social”, disse.

Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), Ruth Venceremos é uma peça fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária por meio da política.

“O PT ficará ainda maior com a chegada dessa artista e ativista, que carrega na trajetória a luta pelo direito de ser, de amar, para que possamos romper com toda forma de discriminação”, concluiu.

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