Hamilton usa capacete em defesa do movimento LGBTQIA+ no Catar

Relações homoafetivas são criminalizadas no país, local da próxima corrida da Fórmula 1, com punições que podem chegar a sete anos de prisão

atualizado 19/11/2021 13:52

Dan Istitene - Formula 1/Formula 1 via Getty Images

Em um lugar onde a homossexualidade é considerada um crime, Lewis Hamilton novamente usou sua voz e influência para trazer luz à questão. 

Antes do Grande Prêmio do Catar, que acontece neste domingo (21/11), o heptacampeão mundial apareceu para os treinos livres com um capacete contendo as cores do arco-íris, bandeira do movimento LGBTQIA+, além de listras pretas e marrons para representar a comunidade negra, e o azul, rosa e branco para a população trans.

Segundo Lewis, é importante para a Fórmula 1 ser mais criteriosa sobre os países onde corre, especialmente naqueles em que há registros de violações contra os direitos humanos.

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Esta é a primeira corrida da F1 no Catar. Em três semanas, a categoria viaja para a Arábia Saudita, realizando seu quarto GP no Oriente Médio. Em ambos os países, há registros de violações contra os direitos humanos. A comunidade LGBTQIA+ ainda é criminalizada no local da corrida desta semana, podendo render punição de até sete anos de prisão. Na Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, a punição pode chegar à execução. Relacionamentos homoafetivos são permitidos apenas no Bahrein, mas sem a permissão de casamento.

“Ao usar o glamour da F1 em busca de tirar a atenção dos abusos contra os direitos humanos, Catar e Arábia Saudita esperam que não existam discussões sobre esses problemas nas corridas, algo que não podemos permitir que aconteça”, disse a Anistia Internacional em comunicado divulgado nesta semana.

A Racing Pride, organização britânica que tem como objetivo fomentar a participação da comunidade LGBTQIA+ no automobilismo, parabenizou a ação de Hamilton. “Aplaudimos Hamilton por acrescentar a bandeira do arco-íris para o GP do Catar deste fim de semana. É um gesto magnífico e poderoso de solidariedade à nossa comunidade LGBTQIA+ ao redor do mundo e é muito apreciado. Muito obrigado, Lewis”.

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