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Automobilismo

Hamilton usa capacete em defesa do movimento LGBTQIA+ no Catar

Relações homoafetivas são criminalizadas no país, local da próxima corrida da Fórmula 1, com punições que podem chegar a sete anos de prisão

19/11/2021 13:52
Dan Istitene - Formula 1/Formula 1 via Getty Images
Hamilton usa capacete em defesa do movimento LGBTQIA+ no Catar

Em um lugar onde a homossexualidade é considerada um crime, Lewis Hamilton novamente usou sua voz e influência para trazer luz à questão. 

Antes do Grande Prêmio do Catar, que acontece neste domingo (21/11), o heptacampeão mundial apareceu para os treinos livres com um capacete contendo as cores do arco-íris, bandeira do movimento LGBTQIA+, além de listras pretas e marrons para representar a comunidade negra, e o azul, rosa e branco para a população trans.

Segundo Lewis, é importante para a Fórmula 1 ser mais criteriosa sobre os países onde corre, especialmente naqueles em que há registros de violações contra os direitos humanos.

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O heptacampeão mundial é fã de Ayrton Senna
Lewis Hamilton comemora vitória
Lewis Hamilton comemora vitória
Lewis Hamilton se sagrou heptacampeão mundial em 2020
Lewis Hamilton comemora vitória
Lewis Hamilton se envolve em causas sociais
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Lewis Hamilton se envolve em causas sociais

Dan Istitene - Formula 1/Formula 1 via Getty Images
O heptacampeão mundial é fã de Ayrton Senna
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O heptacampeão mundial é fã de Ayrton Senna

Charles Coates/Getty Images
Lewis Hamilton comemora vitória
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Dan Mullan/Getty Images
Lewis Hamilton comemora vitória
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Lewis Hamilton comemora vitória

PETR DAVID JOSEK/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Lewis Hamilton se sagrou heptacampeão mundial em 2020
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Lewis Hamilton se sagrou heptacampeão mundial em 2020

Facebook/GP da Austrália
Lewis Hamilton comemora vitória
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Lewis Hamilton comemora vitória

EMILIO MORENATTI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Lewis Hamilton saiu da Mercedes
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Lewis Hamilton saiu da Mercedes

FIA/Divulgação

Esta é a primeira corrida da F1 no Catar. Em três semanas, a categoria viaja para a Arábia Saudita, realizando seu quarto GP no Oriente Médio. Em ambos os países, há registros de violações contra os direitos humanos. A comunidade LGBTQIA+ ainda é criminalizada no local da corrida desta semana, podendo render punição de até sete anos de prisão. Na Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, a punição pode chegar à execução. Relacionamentos homoafetivos são permitidos apenas no Bahrein, mas sem a permissão de casamento.

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“Ao usar o glamour da F1 em busca de tirar a atenção dos abusos contra os direitos humanos, Catar e Arábia Saudita esperam que não existam discussões sobre esses problemas nas corridas, algo que não podemos permitir que aconteça”, disse a Anistia Internacional em comunicado divulgado nesta semana.

A Racing Pride, organização britânica que tem como objetivo fomentar a participação da comunidade LGBTQIA+ no automobilismo, parabenizou a ação de Hamilton. “Aplaudimos Hamilton por acrescentar a bandeira do arco-íris para o GP do Catar deste fim de semana. É um gesto magnífico e poderoso de solidariedade à nossa comunidade LGBTQIA+ ao redor do mundo e é muito apreciado. Muito obrigado, Lewis”.