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“Avaliando”, diz Rigoni sobre disputar governo do Espírito Santo

Deputado federal pelo PSB deixou o PSB após votar de forma favorável à reforma Previdenciária, mas disse não nutrir mágoas da sigla

atualizado 12/05/2021 13:17

Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

O deputado federal Felipe Rigoni  afirmou, na noite desta terça-feira (11/5), que ainda avalia a possibilidade de disputar a principal cadeira do Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo. A declaração ocorreu durante uma espécie de sabatina na sala Política & Patuscada, conglomerado de lideranças políticas jovens que acontece semanalmente dentro do ClubHouse, nova rede social de áudio e que tem promovido inúmeras salas de debate sobre as eleições de 2022.

De acordo com o parlamentar, que foi relator do regulamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), afirmou também que não nutre mágoas por ter sofrido ação na Justiça, de autoria do PSB, por infidelidade partidária após votar de forma favorável à reforma da Previdência.

“Muitos eram favoráveis para votar pela reforma da previdência, mas decidiram votar contra para sinalizar um posicionamento contrário ao presidente Jair Bolsonaro [ sem partido]. Eu não. Votei porque acreditava”, disse. O congressista não descartou a filiação ao PSDB, embora afirme que a situação não tenha alterado “o pêndulo ideológico”.

Além do tema, o parlamentar garantiu que os embates jurídicos com a legenda, garantidas pela Justiça pela permanência no mandato parlamentar, não deixaram feridas abertas. O capixaba também reafirmou que entrou no Partido Socialista Brasileiro com a inspiração da sigla a qual foi comandada pelo ex-governador Eduardo Campos (PE).

“Eu achava que estava num partido com as ideias de Eduardo Campos. Mas não foi bem assim. E não foi apenas pelo fato de eu ter votado a fator da reforma da previdência, me perseguiram em várias oportunidades. Mesmo assim, não me arrependo de ter entrado. Fico feliz por ter saído”, disse.

No mês passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), julgou procedentes as ações declaratórias de justa causa para desfiliação da legenda ajuizadas pelos parlamentares contra o diretório nacional do PSB.

Nas ações, os dois parlamentares sustentaram “a grave discriminação política pessoal” sofrida desde que votaram a favor da medida e que, possivelmente, caracterizariam a devida justa causa para se desligarem da agremiação.

Isolamento

De acordo com a legenda, a punição determinada aos deputados foi a suspensão de atividades partidárias e parlamentares, incluindo a proibição de encaminhar projetos em nome do partido, bem como a perda do direito a voto na bancada e dos cargos que exerciam em comissões. Contudo, os magistrados julgaram improcedentes os argumentos da agremiação.

“Entendo que a punição do requerente, em violação ao compromisso formal assumido, constitui grave discriminação política pessoal, caracterizadora de justa causa para a desfiliação partidária”, afirmou o presidente do TSE, Roberto Barroso, julgando procedente o pedido de Felipe Rigoni. Barroso foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Luis Felipe Salomão e Mauro Campbell Marques. Por sua vez, os ministros Sérgio Banhos e Edson Fachin seguiram o voto do relator, pela improcedência da ação de justa causa.

Sobre o governo de Jair Bolsonaro, o político afirmou, especificamente sobre a polícia de vacinas, que faltou comando do Palácio do Planalto para imunizar a população. “O governo é ruim, ruim no sentido da competência. É ruim para danar. Eu torcia e trabalhava para que desse certo. Mas os caras são ruins para caramba”, disse.

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